Com a instabilidade do mercado financeiro nacional, CIO da XP aponta que brasileiro deve diversificar carteira com ativos no exterior

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Com a instabilidade do mercado financeiro nacional, CIO da XP aponta que brasileiro deve diversificar carteira com ativos no exterior


Para Artur Wichmann, investir ao menos 15% no exterior funciona como um ponto de partida, mas a alocação ideal depende do perfil do investidor


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Diante da incerteza do mercado financeiro nacional, cada vez mais o investidor brasileiro tem buscado diversificar a sua carteira com investimentos no exterior. Para o CIO da XP Inc., Artur Wichmann, essa é a porta de entrada para quem busca garantir um investimento com rentabilidade em dólar. E, para isso, o planejamento financeiro é necessário para definir a alocação internacional.

“Esses 15% de investimento em fundos no exterior não é um número mágico, mas entendemos que é o mínimo que deve estar diversificado internacionalmente. O número certo é diferente para cada pessoa, dependendo do contexto e planejamento financeiro”, afirmou Artur Wichmann, que palestrou nesta quinta-feira (23) na Expert XP 2026, no painel “O investidor brasileiro e a nova fronteira global de alocação”, ao lado de Marina Valentini, estrategista de Mercados Globais do J.P. Morgan; Marcelo Coscarelli, head de International Private Wealth Management da XP; e Leon Goldberg, sócio de Alocação, Produtos e Soluções de Investimento da XP.

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Investidores com despesas futuras em dólar, como educação dos filhos no exterior ou aquisição de imóveis fora do País, por exemplo, podem precisar de uma exposição internacional significativamente maior. “Se os filhos vão estudar em Harvard ou você vai ter uma casa em Miami, pode fazer sentido ter 50% do patrimônio lá fora. Isso não é aumentar risco, mas sim diminuir, porque você passa a casar seus ativos com suas despesas”, explicou o CIO da XP Inc.

Carteira deve ser vista de forma global

Para Marcelo Coscarelli, atualmente, já não existem barreiras estruturais relevantes para investir no exterior. Na avaliação do executivo, o principal desafio passou a ser comportamental. Segundo ele, muitos investidores ainda fazem uma “contabilidade mental”, separando a carteira doméstica da internacional, quando o ideal é administrar o patrimônio de forma integrada.

“Quando comparamos quem investe todos os meses com quem tenta acertar o momento do câmbio, a disciplina faz diferença. Em um horizonte de 26 anos, o investidor que mantém aportes consistentes pode superar o retorno em cerca de 30%”, destacou o head de International Private Wealth Management da XP.

Para Marina Valentini, o atual cenário global reforça a importância da diversificação internacional. De acordo com a estrategista, o dólar segue cumprindo três funções centrais na carteira – potencial de retorno, proteção patrimonial e diversificação – enquanto temas estruturais, como a inteligência artificial, concentram oportunidades de longo prazo em mercados internacionais.

“Hoje, o Brasil é muito mais um consumidor de IA do que um País que participa do desenvolvimento da infraestrutura dessa tecnologia”, destacou a especialista.






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