Flávio Bolsonaro diz ser alvo de perseguição política por ser uma ‘ameaça ao sistema’

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Flávio Bolsonaro diz ser alvo de perseguição política por ser uma ‘ameaça ao sistema’


Fala em live foi após a divulgação de informações de que ele teria recebido R$ 500 mil de uma empresa cujo dono é investigado no caso do Banco Master


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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (23) que é alvo de perseguição política por representar uma “ameaça ao sistema”.

A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, após a divulgação de informações de que ele teria recebido R$ 500 mil de uma empresa cujo proprietário é investigado no caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o parlamentar, a situação é semelhante à vivida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e faz parte de uma tentativa de impedir uma nova vitória da família Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Senador fala em perseguição política

Durante a transmissão, Flávio afirmou que vem sendo alvo de ataques desproporcionais. “Eu sou claramente uma pessoa altamente perseguida. Não é agora, sei disso desde lá de trás”, disse.

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“Nunca reclamei de ser questionado de nada, mas o que está acontecendo agora é algo completamente desproporcional. É completamente absurdo o que está acontecendo, porque estão vendo que eu sou uma ameaça de verdade ao sistema“.

Na sequência, comparou sua situação à do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não querem Flávio Bolsonaro na Presidência da República, mas sinto informar a todos eles que vai ter Bolsonaro subindo a rampa do Palácio do Planalto em 2027. Quem vai colocar a faixa em Flávio Bolsonaro chama-se Jair Messias Bolsonaro, queiram ou não queiram.”

Críticas à imprensa

O senador também criticou a cobertura da imprensa sobre sua atuação política e disse não ser investigado. “Eu respeito muito o trabalho da imprensa, mas está descarado, está muito desproporcional”.

“Eu sei que grande parte não gosta do Bolsonaro, eu entendo isso. Muitos de vocês foram doutrinados em sala de aula para serem de esquerda e acham que estão salvando o Brasil, estão salvando o mundo de um monstro ao combater o Bolsonaro”.

Em outro momento, afirmou:

“Eu não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia. … Mesmo eu não sendo investigado por nada, por eu ser totalmente ficha limpa, mas ficam-se essas narrativas o tempo inteiro, para criar, para tentar construir uma imagem, para me atacar, ainda assim quebraram o meu sigilo e do meu escritório de advocacia.”

Flávio também questionou por que uma eventual delação de Daniel Vorcaro ainda não teria sido divulgada e fez comparação com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Propostas para educação

Durante a live, o senador apresentou propostas para a área da educação e afirmou que pretende reformular o currículo escolar caso seja eleito. “Vamos mudar o currículo para que seu filho aprenda algo útil para a vida dele, não esse lixo que hoje é ensinado aos milhões de crianças em sala de aula“.

Ele também defendeu a retomada do programa de escolas cívico-militares, implantado durante o governo Jair Bolsonaro e encerrado na atual gestão federal.

Mudanças no Simples Nacional

Na área econômica, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende revisar as faixas de tributação do Simples Nacional para reduzir distorções enfrentadas por pequenos empresários.

“Com certeza a gente vai olhar com lupa essas questões de burocracia, das faixas de tributação. Uma coisa que estou discutindo com minha equipe é uma forma de incentivar as pessoas quando passam de uma faixa para outra”.

Segundo o senador, o estímulo ao empreendedorismo será uma das prioridades de seu eventual governo. Ele também afirmou que pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para ampliar o acesso ao crédito e promover um “tesouraço” em portarias federais com o objetivo de reduzir a burocracia.

Segurança pública

Flávio Bolsonaro também apresentou propostas para a segurança pública. Entre elas, está o aumento da pena mínima para crimes de roubo e receptação de celulares. Além disso, defendeu a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional brasileiro por meio da ampliação da rede de presídios.

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