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Ainda sem estar oficializada pelo TSE, como lembrou ontem o prefeito João Campos, a Federação União Progressista, que juntou dois dos maiores partidos do país (PP e União Brasil) , caminha para ser o fiel da balança na eleição de 2026 em Pernambuco. A prova mais clara disso é o fato do presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, que é dado como certo no comando da Federação no Estado, fazer parte da base da governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, também pré-candidato ao mesmo posto, ser aliado do prefeito João Campos.
Embora pareça claro que, se o comando ficar com Eduardo da Fonte, a tendência é a Federação estar com Raquel, em entrevista esta terça-feira, após reunião no Sinduscon, João Campos mostrou que não perdeu a esperança de ter todo o grupo a seu lado, elogiou Eduardo da Fonte – “sabe formar conjunto, chapa, construir um time” – mas explicou que torce para que o comando fique com Miguel Coelho. “A Federação vai ser efetivada quando? Como fica o comando? Como fica a decisão”? – indagou.
Para ele, “enquanto isso não ocorrer tem um grau de incerteza porque no meio do caminho tem dois partidos que são muito grandes mas cujos estatutos deixam de valer na hora em que a Federação estiver oficializada. Agora estamos falando de gente que sabe fazer política, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. É inegável a relação que nós temos com Miguel Coelho com Fernandinho (deputado federal Fernando Filho) e com Antonio (deputado estadual Antonio Coelho), que tem feito um grande trabalho. E a nossa torcida é para que eles possam liderar esse processo no Estado”.
Na verdade, existe um acordo entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho para que a definição sobre o palanque no estado seja feita ouvindo os componentes da federação. Se o critério for prefeitos e deputados estaduais, a maioria vai estar com o PP. O União Brasil tem como federais Fernando Filho, Mendonça Filho e Luciano Bivar e o PP tem Eduardo da Fonte, Lula da Fonte e Clarissa Tércio. É certo que os três últimos continuarão na Federação mas é incerta a permanência de Bivar e Mendonça Filho que estudam mudar de legenda em abril. Isto ocorrendo na Câmara o PP terá três federais e o União apenas um.














