Ex-marido de galerista morto no Rio vai a júri, decide a Justiça

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Ex-marido de galerista morto no Rio vai a júri, decide a Justiça


O empresário Daniel Sikkema será levado a júri popular pelo assassinato do galerista americano Brent Sikkema, seu ex-marido, morto a facadas em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. Além dele, o cubano Alejandro Triana Prevez também será julgado pelo Tribunal do Júri.

A decisão é da 3ª Vara Criminal da Capital. Os dois respondem processo por homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, com emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Há ainda o agravante de o crime ter sido cometido contra um homem com mais de 60 anos. Sikkema tinha 75 anos quando foi assassinado.

Ele era dono da galeria de arte Sikkema Jenkins & Co., em Nova York, e passava temporadas no Brasil.

Daniel foi denunciado pelo Ministério Público do Rio como mandante do crime. Ele teria contratado Prevez com a promessa de pagar US$ 200 mil pela morte do ex-marido, em meio a uma disputa patrimonial após a separação.

Segundo a Justiça, na madrugada de 14 de janeiro de 2024 o cubano usou chaves fornecidas por Daniel, entrou na casa da vítima, acessou o quarto e a golpeou 18 vezes com uma faca.

Prevez também é acusado por furto —ele teria levado US$ 40 mil e R$ 30 mil que estavam em uma cômoda do quarto.

Os valores haviam sido reservados pelo galerista para comprar móveis destinados a um apartamento no Leblon, para onde ele iria mudar após adquirir o imóvel.

O acusado de golpear Sikkema já havia trabalhado como segurança do ex-casal em uma casa em Havana, Cuba. Daniel tem cidadania americana e cubana. De acordo com a decisão judicial, ele forneceu dinheiro para o planejamento do crime e deu detalhes sobre a rotina do ex-marido.

Prevez, que está preso, confessou o assassinato em um de seus depoimentos durante a investigação. Daniel foi preso pelo FBI, nos Estados Unidos, em março de 2024, por risco de fuga. Ele pagou fiança e passou a usar uma tornozeleira eletrônica. A defesa nega a participação do empresário no crime.

“Eu sou inocente e confio no sistema de Justiça”, disse em entrevista ao jornal The Wall Street Journal.



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