Sem a opção de atacar o presidente do Banco Central como adversário, o governo Lula precisa ver na autonomia do órgão uma defesa para o país
Publicado em 31/01/2025 às 0:00
| Atualizado em 31/01/2025 às 6:43
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Um Banco Central independente deve zelar pela moeda nacional, proteger o país contra a inflação, e ainda, passar a mensagem para o governo da hora de que as contas públicas demandam equilíbrio, a fim de evitar um nível de gastos descontrolados que amplie o endividamento e lance a nação – não o governo, que passa – num poço profundo sempre difícil de sair. É o que se espera de dirigentes do BC como Roberto Campos Neto, que saiu, e Gabriel Galípolo, que entrou.
Se a expectativa do Planalto e de petistas era de que a política de juros básicos perderia o viés de alta pelo simples fato de o novo presidente ter sido indicação de Lula, muitos devem estar frustrados, depois desta semana. O que é bom: quando a realidade se impõe, não adianta fazer uso de populismos, porque a realidade não muda por discurso – sobretudo a economia.
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Na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) da última quarta, o BC elevou a Selic, os juros básicos da economia brasileira, em 1%, fazendo com que cheguem a 13,25%. A decisão foi unânime, mantendo a postura independente do órgão, à revelia das insistentes declarações do presidente da República, quando o ocupante do cargo máximo do BC era um indicado pelo governo anterior.
Política monetária
Sem poder mais fazer de um adversário político o bode expiatório pelas dificuldades econômicas, resta a Lula e seu governo chegarem à conclusão de que a política monetária funciona como o sistema imunológico da saúde fiscal do país – por mais que o governo não faça sua parte, especialmente na lição de casa do controle das contas públicas.
A conjuntura já havia gerado o consenso, em dezembro, de que as duas primeiras reuniões do ano de 2025 teriam altas de um ponto percentual na Selic. Assim, a elevação de janeiro deve se repetir em março, para o desespero dos que achavam que bastava a indicação de Lula para a diretoria do BC dar marcha a ré nos juros. Não foi o que aconteceu. Os preços dos alimentos e dos transportes seguem pressionando a inflação, que está em curva ascendente.
A prevenção dos juros altos funciona como vacina contra a espiral inflacionária. Um remédio amargo, que paralisa parte da economia, atrasa investimentos e dificulta o desenvolvimento. Mesmo assim, o amargor não tira do remédio a eficácia, e é nisso que a experiência da equipe técnica do BC confia.
Nem a inflação está totalmente sob controle, nem Lula pode chamar a diretoria do Banco Central de irresponsável por causa da taxa de juros, como vinha fazendo, sem chamar para si a mesma irresponsabilidade. Ministros e outros líderes partidários podem fazê-lo, e até expoentes da oposição, questionando a cartilha tradicional como única alternativa. Mas mesmo se for para produzir mais, como sugere o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a inflação não pode ser uma ameaça – como a realidade mostra que é.
Confira a charge do JC desta sexta-feira (31)

Lula: “Como o povo vai falar bem do governo se a gente não tá entregando?” – Thiago Lucas

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