Os Demônios da Garoa mostraram, na Freguesia do Ó, porque estão há 83 anos em atividade. Com os arranjos vocais que marcam a trajetória do grupo paulistano, apresentaram um repertório de clássicos do samba e da MPB, neste domingo, último dia da Virada Cultural em São Paulo.
Durante o show, o público interagiu com o grupo em canções como “Tiro ao Álvaro”, “Samba do Arnesto” e “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa. Homenagens a Milton Nascimento, com “Maria Maria”, e a Jorge Ben Jor, com “Mas que Nada”, também levantaram os espectadores.
A presença de idosos foi uma das marcas do show. Fãs da terceira idade puderam acompanhar a apresentação de perto, na área em frente ao palco, como Luzia Isabel Viana, de anos 78, Synara Lucia Vallouk, 73, Ana Maria Conceição, 75, e Maria de Lourdes Monteiro, 80. Todas descreveram o show como “emocionante” e “maravilhoso”.
Vallouk assistiu a um show do Demônios da Garoa pela primeira vez. Ela se emocionou especialmente com a canção “Naquela Mesa”, de Nelson Gonçalves. “Foi de tocar o coração. Fez a gente chorar”, contou.
A carreira octogenária do grupo, capaz de conquistar o público de diferentes gerações, também impõe um desafio —selecionar as canções certas para emocionar.
“A gente prioriza os grandes clássicos. Mas também mostra músicas novas e outras versões de sucessos da música popular brasileira que adaptamos para o nosso estilo. Colocamos os arranjos vocais, os ‘quais, quais, quais’, que tem agradado bastante o público”, disse Ricardinho Rosa, um dos membros do grupo. Ele é filho do também demônio Sérgio Rosa e neto de Arnaldo Rosa, o fundador do grupo.












