Delegado que atirou em jovem em Fernando de Noronha pede à Justiça para anular afastamento das funções

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Delegado que atirou em jovem em Fernando de Noronha pede à Justiça para anular afastamento das funções


PROCESSO
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Defesa de Luiz Alberto Braga, indiciado por lesão corporal gravíssima, ingressou com pedido de tutela antecipada para suspender portaria da SDS

Por

Raphael Guerra


Publicado em 12/06/2025 às 15:49
| Atualizado em 12/06/2025 às 15:53



Pouco mais de um mês após ser afastado das funções por determinação da Secretaria de Defesa Social (SDS), o delegado Luiz Alberto Braga, que atirou na perna de um jovem na ilha de Fernando de Noronha, tenta retornar às atividades. A defesa dele ingressou na Justiça com uma ação e pedido de tutela antecipada para suspender os efeitos da portaria administrativa. 

Os advogados argumentam que o delegado possui “diversos elogios funcionais, sejam individuais e/ou coletivos” e que ele foi surpreendido com a portaria “sem que houvesse sequer qualquer notificação ou citação para responder ao processo administrativo com contraditório e ampla defesa”. 

Luiz foi afastado por 120 dias das atividades, além de ter sido obrigado a entregar armas de fogo e outros itens funcionais, após a confusão que aconteceu numa festa no Forte dos Remédios, na madrugada de 4 de maio.

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A defesa pontua na ação que, além de perdas financeiras, “a falta de sua de arma de fogo e instrumentos funcionais pode trazer prejuízos irreparáveis ao autor [delegado], como ser vítima de uma tocaia por criminosos e organizações criminosas”.

A ação está sob análise da 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital, e deve ser julgada nos próximos dias. 

RELEMBRE O CASO

O delegado teria ficado com ciúmes após observar que Emmanuel Gonçalves Apory teria assediado a namorada dele. Uma câmera de segurança registrou o momento em que Luiz abordou o jovem e chegou a empurrá-lo duas vezes antes do início de uma luta corporal. Encurralado, o delegado sacou a arma de fogo e atirou em Emmanuel.

A defesa de Luiz alegou, no inquérito, que houve legítima defesa. Mas ele acabou indiciado pelo crime de lesão corporal gravíssima, com base no laudo traumatológico. 


Emmanuel teve a perna amputada e segue em tratamento no Recife. 

O inquérito segue sob análise do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que deve se posicionar nesta sexta-feira (13).

Luiz Alberto cumpria plantão na Delegacia de Fernando de Noronha, cobrindo férias do delegado titular. Ele era lotado na Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas, no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife.

Além da investigação criminal, o delegado responde a processo administrativo disciplinar especial na Corregedoria da SDS. 




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