Em pedido à Justiça, defensora pública reforça que procedimento adotado na Delegacia da Boa Vista, no Recife, apresenta ‘graves inconsistências’
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A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco (DPPE) solicitou à Justiça, nesta quarta-feira (25), que expeça ofício ao delegado responsável pelo álbum usado para reconhecimento fotográfico de suspeitos de crime e que tinha as imagens das deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG).
No documento, a defensora pública Gina Muniz destacou que o procedimento de reconhecimento fotográfico realizado no curso da investigação de um roubo ocorrido no bairro da Boa Vista, área central do Recife, em 24 de fevereiro de 2025, apresenta “graves inconsistências, notadamente no que se refere à forma de composição do álbum fotográfico exibido à vítima”.
No álbum, conforme consta em inquérito, há seis fotos – incluindo as imagens dos rostos das duas deputadas e também a de um homem.
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A defensora pontuou que “constam imagens de pessoas sem qualquer vinculação com a investigação, inclusive figuras públicas, circunstância que compromete a higidez do ato e levanta fundadas dúvida quanto aos critérios utilizados pela autoridade policial na sua elaboração”.
Gina Muniz cobra que o delegado responsável esclareça os critérios utilizados para seleção das fotografias apresentadas; a origem das imagens inseridas no álbum; e a eventual existência de descrição prévia da pessoa suspeita e sua correspondência com as fotografias selecionadas.
A coluna Segurança apurou que as imagens das duas deputadas teriam sido encontradas em pesquisa no Google e usadas pelos investigadores para apresentá-las à vítima do roubo.
Fotos das parlamentares incluídas no álbum de reconhecimento de suspeitos. – Reprodução
O inquérito foi conduzido pela Delegacia da Boa Vista. As imagens só foram apresentadas à vítima mais de 40 dias depois do crime.
No processo, obtido pela coluna, a defensoria pública também pontuou que “identificações equivocadas são a maior causa de condenações e encarceramentos injustos”.
“A lei processual exige que o suspeito seja colocado ao lado de outras pessoas que com ele guardem semelhanças, garantindo que o mero reconhecimento fotográfico não é capaz de suprir com a mesma fidedignidade.”
A defensoria pediu ainda à Justiça que anule a prova inserida no processo.
SDS AFIRMA QUE ESTÁ APURANDO O CASO
Em nota, a Secretaria de Defesa Social (SDS) afirmou a que Corregedoria Geral iniciou uma investigação preliminar “por meio da qual as informações serão verificadas, assim como serão coletados os subsídios necessários para instauração de processo administrativo”.
Já a Polícia Civil de Pernambuco informou que fará “a apuração rigorosa dos fatos noticiados, bem como a adoção de todas as medidas cabíveis”.
“A instituição também reforça a implementação contínua de diretrizes, protocolos e ações voltadas à orientação de seus servidores, visando a uma atuação sempre ética, responsável e livre de qualquer forma de preconceito”, disse a nota.
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