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Conversa organizada pelo BTG, o CEO Fórum é um dessas conversas em que executivos, autoridades e formadores de opinião que moldam o presente debatem o futuro dos negócios na América Latina convidados pelo banqueiro André Esteves que nesta terça-feira (10) ouviu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ele foi lá para dizer que “Talvez nós estejamos em uma situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza social.”
Reconhecimento
Haddad afirmar isso no meio de uma conversa em São Paulo para 600 empresários e executivos onde cantou os resultados dos três anos do governo Lula tem um significado importante.
Especialmente se tomado como referência o que seus dois auxiliares mais próximos, Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, e Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, têm dito nos últimos dias quando afirmaram que o Governo Central cumpriu com folga a meta fiscal e que a performance dos indicadores de 2025 comprova sucesso da política de desenvolvimento sustentável.
Arquitetura social
Uma “nova arquitetura social” tem a ver com um custo que hoje pouca gente no Brasil sabe que, em 2025, ficou em R$ 373,1 bilhões. Esta é a soma dos gastos com o BPC, Bolsa Família e Abono Seguro-desemprego cuja projeção é de R$ 486,3 bilhões, em 2035.
Haddad mencionou a possibilidade de um programa de renda básica como alternativa ao atual desenho da política social. Porque, segundo o ministro, “a multiplicidade de benefícios e demandas pode tornar esse modelo mais racional do ponto de vista orçamentário e administrativo”.
Cardápio de despesas
Precisa. Porque quando se observa o cardápio de despesas hoje no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) onde estão alocados programas como Brasil Sem fome, Gás do Povo, Brasil que cuida e do Acredita no Primeiro Passo que foi criado pelo Governo Federal para ajudar famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico a melhorar de vida através do trabalho e do empreendedorismo é possível perceber que talvez o Brasil tenha mesmo que reorganizar as contas do que está gastando na área social.
Na fala aos empresários, o ministro tomou o cuidado de advertir que um novo modelo poderia ser mais eficiente e moderno, dizendo que “não é questão de diminuir” o gasto, defendendo que o crescimento da economia também viabiliza uma trajetória mais sustentável das despesas públicas.
Deficit escondido
Faz sentido, mas o problema é que este é o mesmo governo comemora um déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025 quando o alvo era obter um saldo zero, com margem de tolerância até déficit de R$ 31 bilhões e que faz um exercício numérico para dizer que o resultado ficou negativo em R$ 13 bilhões.
Isso se for excluído, R$ 48,7 bilhões como precatórios, ressarcimento a beneficiários do INSS, despesas temporárias de educação e saúde e gastos com projetos estratégicos em defesa nacional.
Programas sociais
Tem mais: semana passada o próprio governo revelou que o rombo na trajetória de crescimento projetado para os benefícios sociais que a arrecadação líquida para o Regime Geral da Previdência Social, que ano passado ficou em R$ 300 bilhões, se tornou permanente. E que, em 2035, será de R$ 400 bilhões.
Em tempo: a essa conta somam-se o déficit dos servidores públicos civis e o pagamento de pensões/inativos militares, totalizando R$ 442 bilhões (3,4% do PIB) no acumulado em 12 meses até dezembro de 2025. Lembra daquele aumento aprovado para o Legislativo! Vai chegar em 2026.
Náo aguenta
Num português claro a conversa de Haddad combinada com a de Guilherme Mello e Rogério quer dizer que depois de três anos de uma colossal explosão de gastos sociais e um movimento absolutamente imprevisto nas despesas do BPC ou o próximo governo repensa toda essa despesa nos programas sociais ou não tem como pagar.
Guilherme Mello afirmou que “no quadriênio 2023-2026 teremos a menor inflação média da história”. É verdade, mas o governo Lula fez o quê com isso? Ele também disse que o “governo iniciou um processo de recomposição da base arrecadatória, erodida por governos anteriores, mas sob critérios de justiça tributária”. Há controvérsias e há um nítido processo gradual de consolidação fiscal. Será?
Caminho certo
Na mesma linha, Rogério Ceron afirma que o Governo está “no caminho certo de manter o resultado primário cada vez mais próximo do equilíbrio e isso é muito saudável”. Como se ainda temos um déficit primário de R$ 61,691 bilhões (0,48% do PIB)?
Por isso, é importante observar o que o ministro Fernando Haddad quer dizer mesmo quando diz que o Brasil está pronto para discutir uma solução mais criativa para a evolução de programas sociais.
Maduro para rever
O Brasil, quem ministro? Alguém acha que Lula e o pessoal do PT incluindo Camilo Santana, da Educação, e Wellington Dias do MDS, ou Luiz Marinho do Trabalho e Previdência que gerencia o Abono Seguro-desemprego estão pensando nisso?
Ou seja, o ministro está mesmo se despedindo do governo e quer apresentar uma proposta para discussão, sem muita chance de análise. Ou foi apenas uma cortesia com o anfitrião André Esteves.
Teto baixo no Leilão de Reserva de Capacidade
A divulgação dos preços-teto do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), previsto para os dias 18 e 20 de março deste ano, foi recebida com cautela pelo mercado e deve provocar mudanças relevantes na dinâmica de competição entre tecnologias no setor elétrico brasileiro.
O problema está nos valores estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia — de R$ 1,12 milhão por megawatt-ano (MW-ano) para a recontratação de termelétricas existentes, R$ 1,6 milhão por MW-ano para novos projetos a gás e R$ 1,4 milhão por MW-ano para projetos hidrelétricos que ficaram abaixo das expectativas de parte significativa do mercado, especialmente entre agentes ligados à expansão termelétrica.
Descolamento
As primeiras reações são de que há um descolamento entre os textos anunciados e as premissas econômicas tradicionalmente consideradas necessárias para viabilizar novos empreendimentos térmicos, o que levanta dúvidas sobre a atratividade do certame para esse tipo de projeto e sobre a capacidade do leilão de contratar nova potência a partir dessas fontes.
Visão sindical
Três personagens importantes no debate da proposta do fim da escala 6×1 que Hugo Motta prometeu a Lula que quer votar até maio. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil diz que PEC 8/2025, 40/2024 e 148/2015 em tramitação poderão levar ao fechamento de micro e pequenas empresas, responsáveis pela geração de 72% dos empregos formais.
Convenções coletivas
Já as Centrais Sindicais que acompanham a tramitação das propostas advertem aos parlamentares que tenham sensibilidade social e compreensão dos avanços representados pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1 que hoje já existe , a jornada de 40 horas semanais com escala 5×2, resultado de acordos e convenções coletivas, respeitando as especificidades e os ritmos próprios de cada setor produtivo.
A Fiesp vai na mesma linha de que qualquer alteração deve respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal. A entidade manifesta preocupação com a forma como o debate acerca da escala 6×1 vem sendo conduzido sem ouvir os sindicatos e as entidades empresariais.
Ovos Gracyanne
A influencer Gracyanne Barbosa é a ancora da campanha da única marca de ovos com presença nacional, Ela vai lançar a GracIANA Ovos, uma edição especial de ovos que transforma a brincadeira em produto real.
Trata-se de uma coleção exclusiva que chega aos pontos de venda de Norte a Sul do Brasil incluindo as versões Jumbo, Ômega 3, Selênio, Selênio + Ômega 3, Gourmet, Caipira, Orgânico e Extra. A campanha brinca com o tema do “ovo de brincadeira” que virou meme.
Queda de Bitcoin
E o Bitcoin, hein? Atravessa um período de queda relevante. Após atingir o recorde histórico de cerca de US$ 126 mil no fim de 2025, a criptomoeda já recuou mais de 30%, sendo negociada recentemente entre US$ 60 mil e US$ 70 mil, em meio a um dos maiores episódios de volatilidade desde o colapso da FTX.
Creme Açaí Concept
A empresa alagoana Açaí Concept, rede de franquias de açaí e cremes tropicais, está lançando cinco sabores de cremes tropicais: Morango, Chocolate Belga, Pistache, Maracujá e Água de Coco como ação de verão. Liderada pelo empresário Rodrigo Melo, CEO e cofundador da Açaí Concept, a ideia é desenvolver produtos exclusivos, com total controle sobre os ingredientes e a qualidade final.
Fundada em 2014 pelos sócios Rodrigo Melo e Miguel Teixeira em Maceió (AL), é referência global na comercialização de açaí e cremes tropicais. E exporta para países como Portugal, Estados Unidos, Equador, Suíça, Chile, Emirados Árabes e Espanha. No Brasil está presente em 18 estados em que atua com diferentes modelos de negócios: loja de rua, shopping, quiosque, container .
Tinta cearense
A indústria cearense Hidrotintas encerrou 2025 com o maior volume de produção de sua história. Alcançou a marca de 40 milhões de litros de tintas fabricados como resultado de um ciclo de crescimento marcado por investimentos industriais, ampliação de mercado e inovação no portfólio.
A Hidrotintas é uma empresa familiar 100% brasileira, localizada no Distrito Industrial de Maracanaú (CE), que desde 1977 fabrica tintas imobiliárias e decorativas.
Conexão Ademi-PE
O economista Fábio Tadeu Araújo fala sobre o desempenho do mercado imobiliário em 2025 na Conexão Ademi, que ocorre no dia 24, às 19h, no Restaurante Adega. Vai apresentar os dados da pesquisa Ademi/Brain, que podem ajudar no planejamento das incorporadoras para este ano.
Segundo o presidente da Ademi-PE, Rafael Simões, a análise técnica é fundamental para garantir assertividade aos investidores frente aos desafios macroeconômicos de 2026.
Nova academia
O Shopping Tacaruna terá unidade da Rede i9 Clube da Saúde localizada no segundo pavimento do mall que contará com uma área superior a 1.000 m².
Asfora Advogados
Liderado pelo advogado Rodrigo Asfora, escritório Asfora & Advogados Associados celebra 20 anos de mercado atuando em diversas áreas, como Direito Imobiliário, Condominial, Empresarial, Trabalhista, Família e Sucessões.
Descredenciamento
Descredenciamentos em massa estão preocupando os beneficiários. Especialista em Direito da Saúde, advogada Marcella Annes revela um movimento crescente de descredenciamentos em massa de serviços que preocupa os beneficiários.
Ela diz que o descredenciamento pode realmente ocorrer, mas não de forma livre. “A rede deve ser mantida em quantidade e qualidade e a substituição deve ser equivalente e comunicada eficazmente”, explica.





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