Crítica: ‘Mortal Kombat 2’ aposta em humor e violência, mas lutas decepcionam

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Crítica: ‘Mortal Kombat 2’ aposta em humor e violência, mas lutas decepcionam


O filme de pancadaria “Mortal Kombat 2” chega aos cinemas, nesta quinta (7), e talvez seja um pouco menos sanguinolento, certamente mais cômico e com uma história tão ruim quanto a do primeiro filme, lançado há cinco anos.

A produção traz os mesmos atores vivendo os mesmos personagens do filme de 2021, mas com um adendo de peso: Karl Urban, o Butcher da série “The Boys”, rouba a cena no papel de Johnny Cage —um bonachão que, apesar de não demonstrar ter superpoderes como seus colegas heróis, logo se torna o xodó da “turma do bem”.

Sim, com suas turmas do bem e do mal e adaptado de um videogame, “Mortal Kombat 2” poderia ser um filme infantil. Só que não. A tela exibe muitas cenas “gore”, um subgênero do terror que foca em efeitos especiais realistas de mutilação e afins. Confesso que gostei.

O título reúne campeões conhecidos pelos fãs dos videogames da série em uma nova disputa entre as forças do Plano Terreno e o regime de Shao Kahn, governante da Exoterra. Com o equilíbrio entre os reinos em risco, heróis e antigos rivais se unem para uma batalha decisiva, que pode determinar o destino de todos, blá-blá-blá…

A direção é de Simon McQuoid, cujo único outro trabalho na área foi dirigir o “Mortal Kombat” anterior —que, aliás, é um reboot da série. Nos anos 1990, dois títulos, especialmente o segundo, envergonharam os fãs do game.

Mas o maior problema desses novos “Mortal Kombat” é que suas lutas não passam de ordinárias. Não é como se estivéssemos assistindo a grandes mestres das artes marciais, um Bruce Lee, um Chuck Norris ou mesmo um Jean-Claude Van Damme.

Os personagens são claramente atores —alguns enterrados sob toneladas de maquiagem e plásticos— que não fazem a mínima ideia do que seja um golpe de caratê. Assim, as pelejas se tornam apenas efeitos especiais, com uma coreografia de quinta série.

Só que os efeitos especiais também são terríveis. Os olhos do deus do trovão Lorde Raiden, interpretado pelo ótimo ator japonês Tadanobu Asano, brilham como se ele estivesse em uma pista de dança com luz negra.

Pior, são iguais aos olhos de raio laser do videoclipe “Total Eclipse of the Heart”, de Bonnie Tyler, uma prova robusta de que a indústria dos efeitos especiais não avançou um milímetro desde 1983.

Apesar de apresentar os suplícios e mortes dos personagens de modo cômico e superexagerado, o filme foi classificado como não recomendado a menores de 18 anos, com adolescentes de 16 e 17 anos podendo assistir apenas se acompanhados de responsável.

Nos Estados Unidos, onde estreia nesta sexta, o título recebeu a classificação “R”, de restricted —restrito—, que é mais ou menos o mesmo da indicação brasileira, mas liberada a partir dos 17 anos, e não dos 18.

Tudo isso leva a pensar para quem o filme foi feito, afinal de contas. Mas parece que nada disso será obstáculo para algumas das 80 milhões de pessoas no mundo que compraram jogos da franquia nesses últimos 33 anos —o primeiro game é de 1993.

O filme de 2021 faturou US$ 84 milhões no mundo após ter gastado US$ 55 milhões. Este novo custou US$ 68 milhões e já há um terceiro em planejamento.



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