Conferência Internacional Nuclear discute se Brasil depois de privatizar nucleares para ou se mira em novas plantas inclusive no Nordeste

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Conferência Internacional Nuclear discute se Brasil depois de privatizar nucleares para ou se mira em novas plantas inclusive no Nordeste


Encontro reúne cientistas de toda a América Latina para discutir o futuro das usinas depois da chegada da J&F ao setor, substituindo a Axia.


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No meio do debate sobre energia, segurança nacional e indústria de defesa bélica, começou nesta segunda-feira, na Escola de Guerra Naval (EGN), no Rio de Janeiro, a Conferência Internacional Nuclear do Atlântico (INAC 2026), que vai até a próxima sexta-feira (2), organizada pela Associação Brasileira de Energia Nuclear.

Trata-se de um conjunto de eventos sobre energia nuclear que é realizado a cada dois anos e é o principal encontro do setor nuclear da América Latina. Este ano o tema é “Energia Nuclear: Átomos para um Futuro Verde.” E ganhou atenções especiais do setor depois que a Axia (antiga Eletrobras) vendeu para a Âmbar Energia, braço do grupo J&F (controlador da JBS); a holding dos irmãos Batista, a fatia da Eletrobras na Eletronuclear.

Angra 3 sai?

Não há na programação nenhuma participação da J&F no evento, embora todo mundo no setor de energia nuclear aguarde a presença de um representante da companhia que atualmente trabalha na construção de uma solução para finalizar a usina de Angra 3.
Mas a conversa dos físicos e engenheiros foca noutros temas, como Inteligência Artificial e Realidade Virtual, Instrumentação e Controle de Reatores Nucleares, Interface Homem-Máquina, a Viabilidade de Usinas Nucleares, Projeto, Construção e Operação, Impacto Ambiental Aplicado a Reatores Nucleares.

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Para engenheiros

É uma conversa de engenheiros e consultores internacionais sobre o futuro do setor elétrico muito além da geração de energia renovável (hidráulica, solar e eólica). E que dialoga com um novo quadro descortinado com as guerras na Rússia e na Ucrânia e dos Estados Unidos/Israel/Irã, que mudaram a geografia da produção de energia em nível global, fazendo vários países se voltarem para as usinas nucleares.

O pernambucano e ex-diretor da Eletronuclear, Antonio Mariz, que já presidiu a Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), está na lista de palestrantes para falar no painel “O que falta para dar início às metas de ampliação da geração nuclear no Brasil – Conclusão de Angra 3 e Novos Sítios Nucleares.”


Divulgação

Sitio Nuclear de Itacuruba em Pernambuco. – Divulgação

Plano de Energia

Ele lembra que o Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), lançado em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia (MME), ampliou o espaço para a fonte atômica prevendo a expansão da capacidade nuclear brasileira de 10 GW para 14 GW até 2055 e sinalizando a necessidade de novas usinas nucleares e apontando a necessidade de investimentos de até US$ 90 bilhões.

Mariz diz que esse é um debate que trabalha com horizontes longos mesmo. Ele lembra que, internamente, o setor de planejamento do setor elétrico aponta para isso quando a EPE, ao estimar a matriz energética da virada da metade do século, incrementará de maneira significativa a nuclear, cuja previsão passou de 8 GW para 10 GW e agora fala de 14 GW.

Players privados

Para Mariz, a entrada de players privados como a J&F mudará o discurso. Pelo simples fato de que o Brasil vai precisar de construir novas usinas nucleares além das três que contratou. O que vai de decidir é onde.

Ele aproveita para inserir na conversa com os participantes do evento no Rio de Janeiro as perspectivas do Nordeste com sede em uma dessas novas usinas.

Sitio de Itacuruba

Na sua palestra “Expansão da Energia Nuclear no Brasil, Novos Sítios e o Sitio Nuclear de Itacuruba em Pernambuco ” ele volta a defender a planta considerado o local como um excelente sítio nuclear que pode abrigar uma grande central com até 6 usinas nucleares de grande porte ( 6 x 1200 MW ) que propiciará energia firme para o Nordeste independente de condições climáticas , 24 hora por dia 365 dias por ano e sem emissões de gases de efeito estufa.

Para ele , em algum momento, esse projeto terá que ser visto como uma forma de fortalecer o sistema elétrico do Nordeste, só que agora como complemento às renováveis, entregando energia firme.

Fonte de geração

“As pessoas não atentam para o fato de que uma central nuclear não é apenas uma fonte de geração. É uma âncora industrial, científica e educacional que permanece ativa por até 80 anos. Gera emprego, conhecimento e alta renda. Ela tem a capacidade de mudar uma região inteira”.

Ele acredita que, se implantada, uma central nuclear em Itacuruba, no Sertão pernambucano, pode se tornar o maior vetor de desenvolvimento regional da história recente do Nordeste pelo que agrega de conhecimento de alto nível.

Muitas aplicações

Mas o encontro também terá debates menos intensos. Por exemplo, uma parte do seminário está analisando temas como Dosimetria e Instrumentação Nuclear, Aplicações no Meio Ambiente e na Saúde; na Indústria, na Agricultura e Alimentos e tratamento de Rejeitos Radioativos e acredite, Aplicações ao Patrimônio Cultural com processo de restauração e preservação.

Embora todo mundo esteja mesmo estressado, é o que a entrada de um ator privado pode agregar ao futuro da energia nuclear depois que vários governos não conseguiram terminar o primeiro ciclo de contratação de usinas. Ate porque um novo pacote de investimentos necessariamente vai exigir do ator privado conhecimento e inserção internacional que como se sabe a J&F tem.


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O aumento da oferta de crédito aumentou a inadimplência. – Divulgação

Explosão de crédito

Entre 2021 e 2025, o mercado brasileiro de crédito passou por uma grande revolução, entre outros fatores, provocada pela pandemia, que ampliou significativamente o número de pessoas bancarizadas. O número de pessoas com crédito ativo passou de 96,8 milhões para 122,8 milhões.

O relacionamento entre consumidores e instituições credoras atingiu 396,7 milhões. Em 2025, o saldo dos contratos de crédito ativo atingiu R$ 4,47 trilhões. Segundo a pesquisa realizada pela plataforma Acordo Certo.

Mas isso não é totalmente positivo: mesmo que 49,1% afirmem que ficou mais fácil conseguir crédito nos últimos cinco anos e 48,8% considerem que sua vida financeira está melhor do que no início da década, a taxa de inadimplência do crédito subiu e acabou impactando no endividamento das famílias.


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Reforma Tributária vai exigir guarda de documento por uma década. – Divulgação

Faz uma cópia

Um dos aspectos da reforma tributária que menos aparecem nas discussões sobre alíquotas, créditos e split payment se relaciona ao fato de que entre 2026 e 2033, o país vai operar dois modelos de tributação sobre o consumo ao mesmo tempo, e as empresas serão responsáveis por manter íntegra, acessível e auditável a documentação dos dois.

Na prática, cada documento emitido a partir de agora inaugura um acervo que precisará ser guardado, rastreado e defendido perante o Fisco por 10 anos, ao lado de todo o estoque documental do sistema tributário que está sendo substituído. Lembra a história do gestor que fez a digitalização de todos os documentos e, ao informar ao diretor, recebeu a ordem de tirar uma cópia de cada um deles e guardar.

Crédito imobiliário

Em maio de 2026, os financiamentos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o SBPE, somaram R$ 17,17 bilhões, alta de 51,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, a Abecip.

No acumulado de janeiro a maio, as concessões com recursos do SBPE chegaram a R$76,5 bilhões, crescimento de 23,9% frente ao mesmo período de 2025. Em volume físico, foram financiados 48,1 mil imóveis em maio, elevando o total do ano para 229,1 mil unidades. Mas essa recuperação ocorre em meio a um ambiente de juros ainda elevados.

Agrinordeste 2026

De 3 a 6 de setembro acontece a 33ª edição da Agrinordeste no Pernambuco Centro de Convenções, considerada a maior feira do setor na Região .


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STF suspende aplicação de multas relacionadas ao não cumprimento da NR1 – Divulgação

NR1 sem multas

O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a liminar do ministro Nunes Marques que suspende temporariamente a aplicação de multas e outras sanções administrativas com base nos dispositivos da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relativos aos riscos psicossociais no trabalho.

A decisão não suspende a NR-1 nem afasta as obrigações das empresas relacionadas à gestão dos riscos ocupacionais e permanecem válidas as exigências de prevenção e promoção da saúde e segurança dos trabalhadores, incluindo aspectos com relação à saúde mental. Mas impede a aplicação de multas pelos órgãos de fiscalização do Ministério do Trabalho e da Justiça do Trabalho.

Patrimônio & Mercado

A Ademi-PE debate, nesta terça (25), às 12h30, o uso de retrofit e a modernização do acervo histórico do estado. O almoço na sede da entidade reúne a secretária de Projetos Estratégicos, Simone Nunes, e a presidente da Fundarpe, Renata Borba, focado na reabilitação urbana e na desburocratização.

 






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