Após verborragia portenha de Milei, deputado Pastor Henrique registra projeto de decreto legislativo declarando Milei persona non grata no Brasil
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LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), na dianteira da pesquisa Quest para o governo do Estado, recebeu ontem uma ligação do presidente do partido. O deputado Marcos Pereira (SP) mostrou ao senador que ele não tem nada a perder, lembrando que Cleitinho ainda tem mais quatro anos de mandato no Senado. Mas o que “tocou o senador” foi o fato de o deputado ter lembrado o lema estampado na bandeira de Minas Gerais: “Liberdade, ainda que tardia”.
E SE FOR?
Enquanto no PSB caiu como uma bomba o previsível conflito eleitoral que culminou com a cassação do mandato da vereadora Aava Santiago, por infidelidade partidária — ela deixou o PSDB fora da janela partidária, no PT goiano a notícia não é de todo ruim.
VEJA BEM
Puxadora de votos, Aava é o sonho de consumo do PT para alavancar o nome de Lula da Silva (PT) no estado. Ocorre que ela, vindo a ser eleita deputada federal — a depender da Justiça Eleitoral, vai tirar votos da legenda do presidente. Hoje, o PT tem dois deputados federais em Goiás: Rubens Otoni e a delegada Adriana Accorsi.
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PERSONA NON GRATA
Após a verborragia portenha do presidente Javier Milei (La Libertad Avanza), o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) registrou um projeto de decreto legislativo declarando Milei persona non grata em todo o território brasileiro, em função de “reiteradas atitudes e declarações ofensivas à soberania nacional”.
REPERCUTINDO, AINDA
No portal da Rádio Con Vos 89,9, que não morre de amores por Milei, a emissora portenha publicou uma foto de Lula com a chamada: “¿Quién es ese tipo?”, ou “Quem é esse cara?”, em referência à resposta do presidente brasileiro quando foi perguntado por jornalistas sobre as declarações do chefe de governo da Argentina.
¡ME QUEDA LEJOS!
A folclórica Fundação Cacique Cobra Coral informou ter suspendido, “por tempo indeterminado”, uma suposta “assistência climática” à Argentina após as declarações de Milei.
— Ocorreu um ataque político ao nosso país e, enquanto não houver um pedido formal de desculpas, na área climática a Argentina estará por sua conta e risco em pleno início do fenômeno El Niño, disse em nota a entidade.
O NANOCONTO DE HEMINGWAY
Conta a lenda que o escritor Ernest Hemingway (1899-1961) teria sido desafiado a escrever uma história usando apenas seis palavras. Ele aceitou: “Vendem-se: sapatos de bebê, nunca usados”. Comovente.
FOSSE AQUI
…no Brasil, o desafio poderia ser apresentado aos bolsonaristas: “Esqueçam essa lorota de urnas fraudadas”. O país precisa olhar para a frente. Vai que Flávio vence essa eleição. O que dirão seus seguidores? Que não houve fraudes? Só nas eleições que eles “ganharam”?
NÃO ESTÁ NEM AÍ
Se o presidente Lula estivesse mesmo interessado na integração latino-americana teria ido ontem a Lima assistir à posse de Keiko Fujimori (Fuerza Popular), presidente democraticamente eleita pela maioria dos peruanos. Coube ao chanceler Mauro Vieira representar o Brasil na cerimônia.
OS ZAMBELLIS EM ALTA
A família da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) decidiu usar o prestígio do sobrenome para se lançar na disputa eleitoral deste ano. A mãe, Rita Zambelli, o irmão, Bruno Zambelli, e o advogado da família, Fábio Pagnozzi, querem conquistar um mandato parlamentar.
PENSE NISSO!
A América Latina precisa viver seus áureos tempos de Diana, personagem do auto popular natalino do pastoril. Sua principal característica é não pertencer nem ao cordão azul nem ao cordão encarnado, mantendo o equilíbrio entre as duas correntes.
“Sou a Diana, não tenho partido / O meu partido são os dois cordões.”
Na virada da década de 1990 para os anos 2000, o continente viveu as chamadas “ondas vermelhas”, marcadas pela eleição de grupos e movimentos que se autointitulavam de esquerda, como o sandinismo, na Nicarágua; e, o petismo, no Brasil, com a chegada de Lula da Silva ao poder.
Ocorre que a prosperidade prometida não trouxe os resultados esperados, como o fim da corrupção, o enfrentamento da violência e a distribuição de riquezas. Na América Latina, e o Brasil não é diferente, a corrupção segue descontrolada, enquanto países e grandes centros urbanos convivem com o domínio de facções criminosas. O povo continua mais pobre.
Ao tomar posse nesta terça-feira (28), Keiko Fujimori disse, em Lima, no Peru, que “a onda azul de que o continente carece haverá de enfrentar essa chaga”.
Parece pouco importar se o cidadão, seja um camponês nas montanhas peruanas ou um morador de uma periferia violenta no Brasil, vive sob governos identificados pela cor azul ou vermelha. O que ele deseja é uma onda de prosperidade, de enfrentamento à violência e de combate à corrupção, para citar apenas alguns dos desafios mais urgentes do continente.
Pense nisso!












