Cláudio Marinho: o novo ciclo de investimento para evolução do Recife Antigo

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Cláudio Marinho: o novo ciclo de investimento para evolução do Recife Antigo


Bairro do Recife inicia ciclo de investimentos que deve se fortalecer com a atração de mais empresas e a consolidação de empreendimentos imobiliários



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Apesar dos marcos já alcançados, o Bairro do Recife encontra-se em um novo e acelerado ciclo de crescimento, caracterizado pela chegada de grandes multinacionais tecnológicas. Cláudio Marinho descreve este momento como de “crowding in”, onde gigantes como Accenture, Deloitte e bancos globais buscam o ecossistema recifense devido à densidade de talentos: “Nós tínhamos criado uma situação extraordinariamente diferenciada em número de talentos… hoje nós temos para cada 100.000 habitantes, algo como 740 pessoas matriculadas em cursos de informática”, o que coloca a cidade à frente de qualquer outra capital brasileira.

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“Depois que a gente ralou, os pioneiros ralaram, começaram a aparecer nos radares dos investidores e das grandes empresas. Nós tivemos um aumento da pandemia em que a gente cresceu muito, porque houve uma inquietação grande. Tem que trabalhar remoto, tem que usar ferramentas digitais que precisaram ser criadas e aprimoradas pelos desenvolvedores. Esse foi um ponto”, diz ele. 

“Pós-pandemia tem um impacto transformador da inteligência artificial nos grandes negócios, nas grandes empresas. Então nós estávamos com um ambiente de inovação já robusto, com uma atenção maior das empresas como usuárias, não só as empresas de informática, as empresas como usuárias de informática, que passou a ser essencial em qualquer negócio. E aí, por cima disso veio o impacto da IA. As grandes empresas começaram a entender que precisavam estar em ambientes de inovação (como o Porto Digital)”, defende Marinho sobre o crescimento contínuo do PD.


JAILTON JR./JC IMAGEM

O investimento privado que transforma o bairro do Recife – JAILTON JR./JC IMAGEM

O futuro do Bairro do Recife

O próximo passo dessa evolução é a expansão física e a integração habitacional. Marinho aponta o norte da ilha como prioridade imediata. “A gente precisa crescer mais para o norte da ilha. O lugar onde temos hoje a antiga fábrica pilar é a grande oportunidade imobiliária que nós temos no bairro”, referindo-se a uma área de até 80.000 m². Além disso, ele vislumbra o transbordamento da inovação para bairros vizinhos, apostando na revitalização da Avenida Guararapes, em Santo Antônio, por meio de projetos de “uso misto, habitacional e serviços”, como o da parceria com o BNDES já posto pela Prefeitura do Recife.

Contudo, Marinho adverte que o futuro sustentável do Centro depende de um mix social equilibrado e critica modelos exclusivamente voltados para habitação social, embora destaque que eles também são fundamentais para a manutenção da identidade local.

“Desde o primeiro momento que nós nunca tivemos nenhuma dúvida que nós não estávamos vindo aqui para expulsar ninguém. Nós botamos dinheiro para fazer o plano de reurbanização da comunidade (do Pilar) lá no projeto do Porto Digital. E somos vizinhos e convivemos nesta enorme dificuldade que tem a comunidade de ser readequada por projetos habitacionais – numa política habitacional brasileira que não se sustenta de pé faz tempo. Os projetos são interrompidos, são mal feitos e ainda hoje nós temos os problemas que a comunidade tem. Então nós viemos dizendo: ‘somos vizinhos, vamos ajudá-los’. E sempre fizemos isso, né? Isso é uma coisa”.


JAILTON JR./JC IMAGEM

Residenciais do retorfit do Moinho, no Centro do Recife – JAILTON JR./JC IMAGEM

HABITAÇÃO QUE CONVIVE COM O CENTRO URBANO

“A outra coisa é trazer outros padrões habitacionais que convivam no centro urbano com a habitação de interesse social. Eu não tenho nenhuma dúvida, da minha experiência, que a habitação de interesse social por si mesmo, e eu sou contra, isso é um debate, não se sustenta de pé em centro urbanos”, explica, argumentando que a renda gerada pelo uso misto é necessária para custear a manutenção de prédios históricos e seus retrofits.

Sua visão final é ambiciosa: transformar o Recife no “melhor mix de atividades regeneradoras de centro histórico do Brasil”, dobrando o contingente para 50 mil pessoas e 1.000 empresas nos próximos anos. Um desafio que conta mais uma vez com investimentos e parceria público-privada para dar certo.






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