Boletim do órgão estadual no Rio Grande do Sul registrou danos, como destelhamento de residências e vias obstruídas, em 194 municípios
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Ao menos 1.207 pessoas estão desabrigadas em 16 cidades afetadas pela elevação de rios e pela chuva constante que atingiu o Rio Grande do Sul desde a semana passada, confirmou o governo do Estado. De acordo com informações dadas pela Defesa Civil gaúcha na manhã de ontem, 419 pessoas permanecem desalojadas – aquelas que precisam deixar a própria casa e encontram abrigo com familiares ou amigos.
Boletim do órgão estadual registrou danos, como destelhamento de residências e vias obstruídas, em 194 municípios. Em Encantado, Estrela, Muçum, Roca Sales e Feliz, a cheia provocou alagamentos e inundações em áreas próximas dos rios, afetando populações ribeirinhas.
Sobre o número de desabrigados – os que precisam do acolhimento oferecido pelo poder público -, Lajeado registrou 540 pessoas; Porto Xavier, 200; Encantado, 152; Cruzeiro do Sul, 55; enquanto registraram menos de 50 casos os municípios de Muçum, Estrela, Santa Cruz do Sul, São Sebastião do Caí, Roca Sales, Ivorá, Bom Retiro do Sul, Arroio dos Ratos, Passo Fundo, São Jerônimo e Montenegro.
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Quanto aos maiores acumulados de chuva em 24 horas, os municípios de Agudo (61,4 mm), Tramandaí (61,2 mm) e Capela de Santana (49,2 mm) registraram os maiores índices, informou também a Defesa Civil. Além disso, ventos fortes atingiram principalmente Dom Pedrito (69,1 km/h), Encruzilhada do Sul (66,2 km/h) e Santa Vitória do Palmar (63 km/h).
Ainda conforme a Defesa Civil, em diversas cidades houve o transbordamento de arroios e rios, bloqueio de rodovias – a exemplo da ERS-507, em Alegrete; da ERS-211, em Campinas do Sul, e da ERS-453, em Westfália, e casas danificadas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da prefeitura trabalham no local da queda de uma árvore de grande porte na Rua Garibaldi, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre (RS) – EVANDRO LEAL/Estadão Conteúdo
No início da semana, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que as chuvas estão associadas à atuação de um cavado e de uma frente estacionária sobre o Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, diante da continuidade das chuvas, há risco de enxurradas, inundações e deslizamentos de terra.
Frente fria em SP
A chegada de uma frente fria deve provocar pancadas de chuva, raios, rajadas de vento e declínio da temperatura no Estado de São Paulo esta sexta-feira, 24, informou a Defesa Civil.
A quinta-feira seguiu com sol entre nuvens em grande parte de São Paulo. Ao longo do dia, as temperaturas caíram e pancadas de chuva isoladas surgiram acompanhadas de raios e rajadas de vento, com destaque para a faixa leste (área que abrange a zona metropolitana de São Paulo, o litoral norte, a baixada santista e o Vale do Paraíba) e para regiões que fazem divisa com o Estado do Paraná.
Enquanto nessas áreas são esperados os maiores acumulados de chuva, as demais regiões paulistas têm previsão de pancadas isoladas com menor intensidade, disse a Defesa Civil.
Nesta sexta-feira, a frente fria manterá o tempo instável com uma nova previsão de pancadas de chuva ao longo do dia, informou a pasta. Os maiores acumulados no dia são esperados na divisa do Paraná, na faixa leste e na região central paulista.
A Defesa Civil afirma que as chuvas podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento entre 60 e 70 km/h, exigindo atenção para possíveis transtornos, especialmente em áreas mais vulneráveis.













