Caso Master – André Mendonça dá xeque-mate em Moraes ao retirar sigilo de documentos da PF

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Caso Master – André Mendonça dá xeque-mate em Moraes ao retirar sigilo de documentos da PF


Relatório da PF indica proximidade incomum entre o banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador da República Paulo Gonet


Clique aqui e escute a matéria

CELULAR DE VORCARO EXPÕE FAVORES NO JUDICIÁRIO
Relatório da Polícia Federal, liberado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, caiu como uma bomba na tarde calorenta de Brasília, que está há 70 dias sem chuva.

MENSAGENS TROCADAS
O documento indica uma proximidade incomum entre o banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

SEGURAMENTE A MAIS GRAVE…
…das conversas envolve um ministro da mais alta Corte de Justiça do país e um banqueiro investigado pela Polícia Federal.
— Estou pronto pra ir a qualquer lugar explicar qualquer coisa, mas uma medida drástica agora literalmente quebraria o banco de modo irreversível, apela.

AO LEVANTAR O SIGILO…
…André Mendonça encaminha requerimento do presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedindo que o assunto seja debatido em plenário “de modo técnico e estritamente jurídico”.
— Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial [PF], independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, escreveu o ministro, reforçando que a análise deverá se dar “de forma pública e transparente, em sessão presencial”.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

PGR DIZ QUE TUDO É NULO…
…e que o ministro André Mendonça não deveria pedir apurações sem que houvesse manifestação do Ministério Público ou da Polícia Federal.
— Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar (…) Com maioria de razão, não deve o relator admitir e nem determinar que um colega da Corte seja escrutinado, antes de recomendar o arquivamento do inquérito.

MESMO ASSIM…
…mesmo com a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo arquivamento, o relator, André Mendonça, vai insistir para que o plenário da Corte analise as apurações da Polícia Federal. Gonet também é citado no convescote pouco republicano do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

EM RESPOSTA À PGR…
…André Mendonça afirmou que o andamento da investigação “não depende da PGR” e reforçou que cabe ao próprio STF analisar os elementos contidos no inquérito. Fachin ainda não se manifestou sobre a data da sessão “transparente”, como pede Mendonça.

NEM UMA COISA NEM OUTRA
Na sabatina da Rádio Jornal, outro candidato ao Senado Federal que não quer nem ouvir falar em independência e autonomia financeira do Banco Central é Paulo Rubem (Rede). Ele também não concorda com a PEC 65/2023, que trata ainda da autonomia administrativa, para que o BC não se torne um “puxadinho” do Palácio do Planalto.
— Nem uma coisa nem outra. A proposta não tem fundamento macroeconômico; é o sequestro da política monetária. O Banco Central tem de ter ações para manter o poder da moeda e a geração de empregos, argumentou.

PENSE NISSO!
Se é verdade que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes quase foram às vias de fato, isso é irrelevante para a grave crise de credibilidade do Judiciário, diante das revelações apontadas no relatório da Polícia Federal.

Sendo verdadeira a informação de que Moraes atuava como uma espécie de assessor jurídico do banqueiro, nada mais resta que esperar o bom-senso das autoridades do Poder Judiciário e, ao menos enquanto perdurarem as investigações, o ministro deveria ser afastado de suas atividades.

Eu nem digo que esperava algo mais contundente do Senado Federal, a Casa Legislativa que faz a sabatina e aprova as indicações. O presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) considera “incomum” que sobre sua mesa pairem 109 pedidos contra ministros do STF, mas ele não dará andamento.

Logo, sabendo do corporativismo do Judiciário e reconhecendo que, quando querem, eles anulam qualquer tipo de prova para beneficiar um condenado, imagine: vocês se autorizariam a uma investigação contra seus pares.

Pense nisso!






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *