Investimento passa de R$ 2 bilhões e capacidade inicial chega a 400 mil contêineres por ano, ampliando em 55% a movimentação do Complexo de Suape
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A APM Terminals Suape começou a operar no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, com a chegada do primeiro navio comercial ao seu terminal. Com investimentos superiores a R$ 2 bilhões, a estrutura é a primeira totalmente eletrificada da América Latina, o que significa que os equipamentos usados para movimentar os contêineres funcionam com energia elétrica, sem depender de combustíveis fósseis.
A primeira operação comercial foi feita pelo navio Maersk Ganges, que integra uma linha de cabotagem, serviço de transporte marítimo entre portos do próprio Brasil. A rota passa por Pecém, Salvador, Santos, Itapoá, Rio Grande e Imbituba, além de Suape, e vai contar com duas escalas semanais no novo terminal.
Nova capacidade
Com o início dessa primeira fase, o terminal passa a operar com capacidade inicial de até 400 mil TEUs por ano, sigla usada no mundo todo para medir a movimentação de contêineres e que equivale à capacidade de um contêiner padrão de 20 pés. Pelos cálculos da empresa, o novo terminal amplia em 55% a movimentação de contêineres em todo o Complexo de Suape, fortalecendo a competitividade logística do Nordeste.
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Um estudo elaborado pela consultoria A&M Infra, pelo escritório Navarro Prado Advogados e pela própria APM Terminals aponta que o empreendimento tem potencial para injetar até R$ 4,8 bilhões nas exportações e somar R$ 4,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB). A projeção é de criação de mais de 43 mil empregos diretos e indiretos nas cadeias ligadas ao comércio exterior.
Investimento estratégico
“A entrada em operação da APM Terminals Suape amplia em mais da metade a capacidade de contêineres do complexo e cria condições concretas para o crescimento da região. Trata-se de um investimento estratégico em um mercado com forte potencial de expansão, que reforça a competitividade de Suape e responde à crescente demanda por infraestrutura mais eficiente no Nordeste. O terminal passa a apoiar novos fluxos de comércio e a consolidar o porto como um ponto cada vez mais relevante no cenário logístico nacional”, afirma o diretor-superintendente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose.
“A primeira operação comercial marca o início efetivo das atividades do terminal, após uma jornada de desenvolvimento, testes e preparação. Este momento valida a capacidade operacional instalada e inicia uma nova fase, com mais eficiência, previsibilidade e confiabilidade para clientes e parceiros”, destaca o head de Operações da APM Terminals Suape, Herllon Rossato Rossdeutscher.
Nova alternativa
“Com uma operação totalmente eletrificada e um portfólio que integra armazenagem e serviços logísticos, o terminal amplia as opções para armadores e importadores, melhora a competitividade do comércio exterior e reforça a posição de Suape como um hub estratégico para negócios no Nordeste e no Brasil”, avalia a Chief Commercial Officer (CCO) da APM Terminals, Carolina Brown.
A entrada em operação reforça o papel do Nordeste no cenário logístico nacional, em um contexto de crescente demanda por capacidade portuária no país. Ao ampliar a infraestrutura disponível, o terminal contribui para diversificar fluxos logísticos e atrair novos serviços para a região.
A APM Terminals desenvolve e opera terminais de contêineres em todo o mundo há mais de 50 anos, como divisão independente da A.P. Moller Maersk. A empresa participa da operação de terminais em mais de 60 portos estratégicos, em 35 países, com mais de 20 mil colaboradores. Em 2025, registrou 27 mil escalas de navios e 25,8 milhões de movimentos em seus hubs e terminais ao redor do mundo.














