São Paulo
Melhor Programação, custo-benefício, bar/comida e conforto
ATÉ 500 PESSOAS
Tem show? Tem. Tem dois shows ao mesmo tempo? Tem. Tem exibição de filme ao ar livre? Tem também. Tem festa na rua? Tem. Tem bloco de Carnaval? Tem. E comida boa com drinques excelentes? Adivinha…
Por muito tempo um oásis no centro de São Paulo, a Casa de Francisca se firmou na última década como um exemplo de que é possível fazer com que uma região tão castigada da cidade seja convidativa, e de um jeito refinado, já que o prédio histórico em que está localizada é uma joia reformada com muito bom gosto.
Salão principal da Casa de Francisca, no centro de São Paulo, durante show da banda Frevo Bixiga Orquestra
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Keiny Andrade – 22.mai.24
Não é que ela tenha revolucionado a área —até por isso, conta com uma numerosa equipe de segurança—, mas a Casa de Francisca oferece um serviço excelente, o que faz o local vencer, outra vez, diversas categorias d’O Melhor de São Paulo —em lotação para até 500 pessoas. Neste ano, levou em conforto, bar e comida, custo-benefício e programação.
Uma quarta-feira no final de abril ilustra bem por que a casa triunfou nesse último quesito. Que lugar de São Paulo consegue, num mesmo dia, exibir ao ar livre o filme “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), clássico de Luiz Sérgio Person, ter em sua sala principal Arrigo Barnabé cantando músicas de Lupicínio Rodrigues e, em seu porão, um trio formado por Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Suzana Salles interpretando Itamar Assumpção?
Fosse só a intensa programação de música brasileira e latina, a casa já seria fora da curva, mas quem vai ao Palacete Tereza Toledo Lara se impressiona sobretudo com o esmero da decoração. A ambientação remete a antigos salões de baile, com luzes suaves de elegantes lustres, cacarecos pendurados na parede e pisos deslumbrantes, tudo em clima intimista, que deixa o público próximo ao artista em qualquer ambiente.
Fundada há 20 anos num pequeno imóvel na região dos Jardins, a Casa de Francisca se mudou para a área perto da sede da prefeitura há dez anos, ocupando o prédio que, no passado, abrigou lojas de instrumentos musicais e a Rádio Record. Aos poucos, passou a utilizar mais espaços do edifício e se apropriou da rua nos arredores, até promover um bloco no Carnaval e inaugurar um bar no térreo —que já ganhou um anexo.
Além disso, come-se e bebe-se bem na Casa de Francisca, com destaque para a bochecha de porco braseado com nhoque de banana-da-terra. Vai bem com drinques como o sirimbó, preparado com cachaça de jambu e suco de umbu, bem brasileiro.
Ainda que parte da programação seja gratuita, não dá para afirmar que o local é barato —embora esteja alinhado com valores cobrados na cidade. Um prato pode custar R$ 68, um drinque, R$ 40, e os ingressos vão de R$ 35 a R$ 106. Mas a categoria não se chama mais barato, e sim custo-benefício.
Centro da Terra
O prêmio, dividido com o Centro da Terra, centro cultural de arquitetura interessante e agenda experimental em Perdizes, consagra os espaços que conseguem retribuir ao público aquilo que ele paga, como é o caso da Casa de Francisca. Para oferecer alto por vezes é necessário cobrar alto.
Casa de Francisca
R. Quintino Bocaiúva, 22, Sé, região central, tel.: (11) 3052-0547, @casadefrancisca
Centro da Terra
R. Piracuama, 19, Perdizes, região oeste, tel.: (11) 3675-1595, @centro.da.terra
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