A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, a HFPA, entrou com um processo, nesta terça-feira, contra a Penske Media —dona de veículos como Variety, The Hollywood Reporter, Deadline e Rolling Stones—, acusando a empresa de ter orquestrado um boicote ao Globo de Ouro para adquirir a premiação por um preço menor e tentar monopolizar o mercado de premiações.
A partir de acusações de enriquecimento ilícito e conspiração, a HFPA pede uma indenização de US$ 150 milhões e uma ordem para anular a aquisição, fechada em 2023. Hoje, o evento, que abre a temporada de premiações de cinema e televisão, pertence à Dick Clark Productions —dona da Penske— e da Eldridge Industries, holding do bilionário Todd Boehly, dono do time de futebol Chelsea. O valor do acordo não foi divulgado à época.
O prêmio foi criado em 1943 pela associação sem fins lucrativos de jornalistas estrangeiros em Los Angeles e virou alvo de polêmicas em 2021, após investigações jornalísticas terem detalhado a falta de diversidade na HFPA, como a ausência de votantes negros, entre outros pontos negativos. Na ocasião, estrelas boicotaram o evento e a emissora NBC deixou de transmiti-lo.
“A transação do Globo de Ouro foi concluída há mais de três anos e recebeu todas as aprovações necessárias. Qualquer alegação de que não foi concluída, ou de que ainda está sujeita a reversão, é inequivocamente falsa”, afirmou a Penske Media, em nota.
Desde a mudança de proprietários, há três anos, a premiação reformulou e ampliou o quadro de membros votantes. Também foi criada uma nova categoria, de melhor podcast, que estreou neste ano.
Mas o prêmio ainda foi alvo de críticas recentes. Segundo o site especializado The Ankler, a nova organização do evento supostamente ofereceu parceria de mídia a possíveis indicados à categoria de melhor podcast para ter mais destaque na revista Variety.













