Apoio de empresários e pressão do governo estadual pode resultar no atendimento à demanda antiga, de obra viária de pequeno porte e grande alcance
JC
Publicado em 08/02/2026 às 0:00
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Imagine o transtorno diário, por vários anos, de se ter que atravessar o mesmo gargalo viário, numa rodovia que deveria ter fluxo livre, mas engarrafa em horários conhecidos como as avenidas Agamenon Magalhães e Rosa e Silva, no Recife. É assim num trecho da BR-101 Sul em Jaboatão dos Guararapes, há pelo menos uma década. O pior é que não se trata apenas de estresse acumulado – como se isso fosse pouco – de quem se desloca, mas também o tempo perdido parado e os prejuízos acumulados, milionários, tanto para os negócios que precisam passar por ali, quanto para a população pernambucana, que paga a conta do atraso na providência de uma obra mais do que justificada.
O trecho se torna longo pela falta de caminho alternativo, sobretudo para a ligação com o Complexo Industrial e Portuário de Suape. A construção de pequena alça de contorno bastaria como solução definitiva. Talvez esse tenha sido o motivo da demora, além do desvirtuamento das funções do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que não atende às demandas com a celeridade que poderia. Sem recursos necessários para um projeto de pequeno porte, o órgão representa o governo federal – cujo presidente, pernambucano, não perde oportunidade para ressaltar sua origem.
Depois de longa espera, o DNIT anunciou o edital de licitação para a execução de obras de melhoria na BR-101 Sul, com o objetivo de eliminar pontos críticos e conferir fluidez ao tráfego na altura de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. No entanto, cabe registrar que o projeto apenas foi viabilizado graças ao apoio de um grupo de empresários de Pernambuco, e da pressão política do governo Raquel Lyra. A governadora não pode assumir a obra, pela natureza federal da estrada. Com valor de menos de R$ 20 milhões, a alça poderá se tornar realidade em virtude da colaboração insistente e financeira do setor produtivo organizado, ao lado do governo estadual. Somente após a consolidação das condições dadas pela sensibilidade exemplar do empresariado pernambucano, a sensibilidade do governo federal apareceu para tirar a demanda do papel – o que continua sendo esperado, uma vez cumprida a fase de licitação. O Grupo Atitude assinou um convênio com o DNIT para bancar o desenvolvimento do projeto, dentro das normas técnicas exigidas pelo governo federal.
O transporte de cargas e o deslocamento de cerca de 45 mil veículos, diariamente, aguardam o elevado que irá desafogar o trânsito na área. Assim como o Arco Metropolitano, de muito maior porte, o pequeno viaduto em Jaboatão é uma mostra da lentidão para que as decisões aconteçam, e as soluções viárias permitam fluir o desenvolvimento. Passada a etapa do projeto, um gargalo dentro do gargalo, os cidadãos torcem para que não haja mais motivos para travar Pernambuco.




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