A escolha de Gleisi para a articulação é mais desistência que tentativa

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A escolha de Gleisi para a articulação é mais desistência que tentativa


Quando se esperava a reforma ministerial para fortalecer fiadores externos de sua base, ele aposta em na figura conhecida por desprezar esses grupos.


Publicado em 28/02/2025 às 20:00



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Gleisi Hoffmann (PT) na articulação do governo é Lula desistindo de articular e, talvez, embarcando na teoria, digna de hospício, que o governo está bem e falta apenas o povo descobrir isso. Se for essa a ideia, fica difícil dizer como chegaremos em 2026.

O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer defendia que a estupidez era mais perigosa que o mal em si. Tem um pouco dele no Brasil de hoje.

Teoria

Em suas “cartas da prisão”, Bonhoeffer criou a chamada “Teoria da Estupidez”, na qual defendia, entre outras coisas que “a estupidez é um instrumento sem vontade própria, capaz de todo o mal e, ao mesmo tempo, incapaz de reconhecer-se mau ou de reconhecer maldade em seus atos”, por isso, dizia que “somente um ato de liberação – e não um ato de instrução – poderá superar a estupidez”.

Bonhoeffer foi enforcado pelos nazistas num campo de concentração. Apenas 10 dias depois os soviéticos libertaram o campo em que ele estava preso.

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Fingindo

A história trágica tem um componente importante para entender certos atos presidenciais de ontem e de hoje.

Longe de ser estúpido, Lula assim se faz parecer para indicar Gleisi Hoffmann (PT) ao principal cargo de articulação política do governo, a Secretaria de Relações Institucionais. Bonhoeffer dizia que estupidez não tinha vontade própria.

É essa vontade frouxa, de quem sabe estar errado enquanto transpira certeza, que o presidente da república procura emular. É um jeito de fingir normalidade enquanto trabalha para si, não para o país.

Calculou

Lula provou para quem tivesse qualquer dúvida que os problemas do Brasil são menos importantes para ele do que os problemas do PT. Provou que nunca esteve disposto a trabalhar de verdade quando se apresentou para ser candidato em 2022. Queria apenas consumir quatro anos da popularidade que acreditava ter de poupança por mandatos anteriores.

…errado

Mas aconteceu com ele o que se deu com um playboy, daqueles ricos sem medida, que hoje cobra para dar entrevistas sobre seu infortúnio e usa o dinheiro para fazer a feira da semana. É o sujeito que olhou certo dia para a própria conta bancária achando que nunca mais precisará trabalhar e foi pego na velhice descobrindo que calculou o futuro errado.

Lula acreditou que tinha popularidade para o resto da vida e calculou o futuro errado.

No aperto dos últimos meses, sem conseguir usar o povo contra seus moinhos de vento habituais movidos por narrativa rasa, parece ter desistido de buscar solução.

Caricata

Sim, porque a escolha de Gleisi é mais uma desistência que uma tentativa. O governo Lula chegou onde chegou neste fundo de poço de paredes escorregadias, em boa medida, por causa dos atritos dela com Fernando Haddad (PT) na economia.

Na presidência do PT, Gleisi conseguia personificar a esquerda caricata, radical e irresponsável como poucas personagens conseguiriam, influenciando o antipragmatismo que deu base aos principais empecilhos dos últimos dois anos, com o centrão, com o Banco Central e até na relação com outros países.

Reforma

E quando se esperava que o presidente do país aproveitaria uma reforma ministerial para reativar sua articulação política, fortalecendo alguns dos fiadores externos de sua base, ele decide colocar na articulação com esses fiadores alguém que é conhecida por desprezar esses grupos. Não é razoável, para dizer o mínimo.

Rearranjo…

O que ele resolve com a ida de Gleisi para a articulação? A presidência do PT. O problema todo, acredite, é que Lula vem lutando há meses para viabilizar seu amigo, Edinho Silva, como presidente nacional do PT no lugar de Gleisi.

Ela era resistente e não aceitava. Para convencê-la, deu-lhe um ministério forte e estratégico.

O Brasil que pague para garantir o amigo do presidente no comando do partido do presidente.

…petista

Até agora, a esperada reforma ministerial que iria salvar o governo Lula não passou de um rearranjo de poder petista com uso de espaços públicos.

Padilha ter assumido a Saúde não muda nada, porque ele próprio já tinha influência na pasta enquanto comandava (mal) a articulação.

E colocar Gleisi na articulação pode piorar a relação com o Congresso. Não há acenos concretos ainda para partidos do centro e nem medidas necessárias para a economia.

Lula está garantindo sua força dentro do PT, como uma sobrevivência para o futuro. É preciso descobrir quando ele assumirá, realmente, a presidência do país.





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