Plataforma Energética de Pernambuco reforça o compromisso do Governo do Estado com a inovação, o planejamento e a atração de investimentos
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Houve um tempo em que uma boa agência de desenvolvimento com gente que conhecesse a cadeia produtiva, as empresas já instaladas, o sistema de incentivos fiscais e bons contatos no setor empresarial era suficiente para atrair novos investimentos. Alguns até estruturadores. Houve.
A partir do ano que vem, quando a Reforma Tributária não apenas extinguirá os sistemas de incentivos fiscais, nivelando o preço nacionalmente, ter uma plataforma digital capaz de processar em tempo real informações sobre potencial energético, infraestrutura e aspectos socioambientais para apoiar análises de investimento pode ser o diferencial na hora de governadores pensarem na implantação de novos empreendimentos nos seus estados.
Dados para decidir
O governo de Pernambuco quer sair na frente e está apresentando a sua, desenvolvida pela Adepe, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC). Ela foi executada pelo Senai Pernambuco e é capaz de oferecer, em formato completamente acessível, informações ajustadas capazes de antecipar respostas a questões que levam uma empresa a relacionar o estado. E como ferramenta digital interativa, foi abastecida com mais de 60 bases de dados georreferenciadas, o que permite maior confiabilidade das informações. O investimento foi de R$ 1,6 milhão.
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Chamada de Plataforma Energética de Pernambuco ( representa também a evolução do antigo Atlas Eólico e Solar de Pernambuco. E busca reduzir assimetrias de informação e tornar a tomada de decisão para novos investimentos no Estado mais objetiva e eficiente.
Iniciativa pioneira
Também é a primeira iniciativa de inteligência territorial do gênero no país, integrando, em um único ambiente digital, dados sobre potencial solar e eólico, infraestrutura elétrica, logística, recursos hídricos, conectividade, gasodutos, topografia e aspectos socioambientais, oferecendo inteligência territorial para orientar novos investimentos e fortalecer a competitividade de Pernambuco.
E, como plataforma aberta, permitirá a adição permanente de novas bases de dados, robustecendo-se com dados das demais secretarias e de instituições públicas e privadas, expandindo permanentemente suas possibilidades de uso público e privado.

Desenvolvida pela Adepe, em parceria com a SDEC e executada pelo Senai Pernambuco. – Divulgação
Conectada a CPRH
Tem mais: A ferramenta está integrada à Plataforma Ecológico-Econômica de Pernambuco, desenvolvida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), reunindo informações estratégicas na hora de obter o licenciamento ambiental em menor tempo.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, a proposta é tornar Pernambuco efetivamente competitivo no novo cenário que se desenha com a Reforma Tributária. “Vamos oferecer informações de qualidade ao investidor para ajudar na sua decisão. Souto destaca que o caráter aberto permitirá que essas bases de dados sejam alimentadas com informações das demais secretarias, colocando a ação do governo na mesa do empresário”, diz.
Oportunidades
O secretário executivo de Energia, Guilherme Sá, vê a ferramenta com a capacidade de conectar o potencial renovável do Estado a novas oportunidades de desenvolvimento com novos atores.
“Nós pensamos em apoiar projetos de geração de energia renovável. Mas a plataforma foi concebida para estimular a instalação de novas indústrias, empreendimentos eletrointensivos e cadeias produtivas que possam consumir, em Pernambuco, inclusive a energia renovável disponível na Região”, diz o executivo.
Expertise do Senai
A plataforma também foi programada para ser abastecida de bases de dados independentemente de ser usada como ferramenta de captação de novos empreendimentos. Executada pelo Senai-PE, através do Observatório da Indústria tem assegura perenidade nos próximos anos como revela o Diretor de Inovação e Tecnologia do Senai, Oziel Alves
Segundo Danielle Jar Souto, nesta primeira fase, o acesso à plataforma será ampliado a entidades setoriais, empresas, universidades e institutos de pesquisa. A abertura do acesso ao público geral está prevista para outubro de 2026.
Aberta a crescer
Segundo Oziel Alves, para testar a robustez da plataforma, o governo produziu uma etapa de validação com usuários convidados: representantes do setor produtivo, universidades, institutos de pesquisa e entidades setoriais receberam acesso à Plataforma e avaliaram a ferramenta. Ela continuará recebendo colaborações até que, a partir de outubro, seja liberada para o público em geral.














