Déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em maio de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi de -R$ 40,249 bi
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As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, após um resultado positivo de R$ 25,198 bilhões em abril, informou o Tesouro nesta segunda-feira, 29.
O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em maio de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 40,249 bilhões. Esse foi o pior resultado para meses de maio desde 2024, quando houve déficit de R$ 60,408 bilhões.
As despesas do Governo Central cresceram 9,4% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 5,5%, na mesma base de comparação.
No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 266,793 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita Federal.
Aberturas
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As contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, tiveram superávit primário de R$ 7,398 bilhões em maio.
A Previdência Social teve déficit primário de R$ 60,655 bilhões em maio.
Isoladamente, o Banco Central teve superávit de R$ 144 milhões
Acumulado
O Governo Central teve déficit primário de R$ 44,385 bilhões no acumulado até maio de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era positivo em R$ 32,940 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas tiveram alta real de 13% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 4,3% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até maio, o déficit primário do governo central somou R$ 142,3 bilhões, o equivalente a 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somaram 17,71% do PIB, e as discricionárias, 1,85%.
A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.
No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 3,5 bilhões, estimado no primeiro relatório, para R$ 4,1 bilhões.
Sem deduzir R$ 64,4 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 60,3 bilhões.













