Em Petrolina, sol reaparece neste sábado (19) após maior chuva dos últimos 30 anos, que assustou a população

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Em Petrolina, sol reaparece neste sábado (19) após maior chuva dos últimos 30 anos, que assustou a população


Entre o final da noite da quinta (17) e às 7h da sexta-feira (18), Petrolina registrou até 120 milímetros de chuvas em alguns locais


Publicado em 19/10/2024 às 12:36
| Atualizado em 19/10/2024 às 12:41




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A cidade de Petrolina vai voltando à normalidade, após o susto na madrugada da sexta-feira (18), quando enfrentou a maior chuva dos últimos 30 anos, em um só dia. O temporal impactou vários bairros e atingiu 200 famílias. As chuvas começaram por volta das 23h30 da quinta (17) e pararam às 7h da sexta-feira (18). Durante um intervalo de apenas sete horas, o volume chegou a 120 milímetros em alguns locais. Nesta sábado (19), embora a previsão ainda fosse de chuva para o município, o sol reapareceu. 

O coordenador adjunto da Defesa Civil de Petrolina, Welton Aquino, conta que se inteirou da previsão do tempo naquele dia e a expectativa era de apenas chuvas moderadas. “Havia uma previsão, mas a intensidade foi muito maior do que o esperado. Era a primeira chuva após um longo período seco, e achávamos que não causaria muitos transtornos. No entanto, acabamos enfrentando uma das chuvas mais fortes do ano, embora os transtornos tenham sido menores do que em abril, recorda.

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Em abril, Petrolina enfrentou outra chuva intensa, mas como o solo estava mais molhado, o prejuízo acabou sendo maior. “Historicamente, a média de chuva em outubro em Petrolina é de apenas 9 mm, e este mês choveu cerca de 120 mm, o que é um desvio significativo”, compara Aquino.

TRANSTORNOS NA CIDADE

Cerca de 200 famílias foram atingidas de alguma forma, com casas alagadas, mas não houve necessidade de evacuação, já que a água não subiu tanto. Ninguém ficou desalojado nem desabrigado. O problema maior foi nas lagoas, que demoram mais para esvaziar.

As lagoas em locais como Jatobá e Dom Avelar enfrentaram transbordamento, e a maioria dos alagamentos foi pontual. Além disso, alguns desses alagamentos ocorreram devido ao transbordamento de rios e lagoas, que não conseguiram escoar a água rapidamente.

“Em Petrolina, temos uma vantagem em relação ao Recife: o relevo é mais plano, o que minimiza os riscos de deslizamentos. Embora os danos materiais possam ser grandes, o risco de vida é menor. O trabalho da Defesa Civil na cidade envolve bombeamento para reduzir o volume de água durante as chuvas e monitoramento das áreas afetadas. Também realizamos a limpeza de bueiros, já que muitas vezes a população não colabora e joga lixo, entupindo as saídas de água”, alerta.

Mudanças climáticas

Aquino destaca que, historicamente, o período chuvoso em Petrolina vai de novembro a abril, mas que tem mudado nos últimos anos. “Entre 2021 e 2022, por exemplo, choveu de abril a maio”, afirma. O ano de 2022 foi o da tragédias das chuvas no Estado, com mais de 130 pessoas mortas. “A média anual de chuvas em Petrolina é de 119 milímetros. Nesta chuva da sexta, a chuva chegou a ficar 25% acima da média”, compara.  

APAC faz alerta para Sertão

A Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) emitiu um alerta para o Sertão de Pernambuco e Sertão do São Francisco, indicando a continuidade das chuvas de intensidade moderada com pancadas fortes. Por enquanto, pelo menos Petrolina não havia registrado chuva até a publicação desta matéria. 

O aviso deve ser considerado para esta sexta-feira (18) e amanhã, sábado (19). A agência destaca que é importante acompanhar os avisos e seguir orientações da Defesa Civil de cada cidade.

“A Apac informa que uma convergência de umidade, proveniente da região central do Brasil, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis atmosféricos, estão favorecendo pancadas de chuva em todo o Sertão Pernambucano.

Por isso, a previsão se mantém: continuidade de chuvas de intensidade moderadas, com pancadas fortes em algumas localidades ao longo da sexta-feira e sábado”, diz o alerta.

 





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