Embora represente apenas 1% dos casos, câncer de mama masculino é uma realidade que exige atenção

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Embora represente apenas 1% dos casos, câncer de mama masculino é uma realidade que exige atenção


Especialista alerta para a quebra de tabus e a necessidade de homens procurarem mastologistas ao notarem alterações no corpo.



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Quando se fala em câncer de mama, a associação imediata é com o público feminino. No entanto, é fundamental lembrar que os homens também possuem glândulas mamárias e, portanto, podem desenvolver a doença. Apesar de ser considerado raro e muitas vezes cercado por silêncio e desinformação, o câncer de mama masculino existe e exige atenção médica.
Segundo a mastologista Denise Sobral, do Hospital de Câncer de Pernambuco, a incidência em homens representa apenas 1% do total de casos. Ou seja, a cada 100 mulheres diagnosticadas com a doença, um homem também receberá o mesmo diagnóstico.

Confira os detalhes na reportagem especial de João Carneiro e Ernani Tavares*

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A descoberta inusitada e o peso da genética

A história do empresário Daniel Lira ilustra como o diagnóstico muitas vezes pega os pacientes de surpresa. Aos 32 anos, ele descobriu o tumor após realizar uma cirurgia plástica de ginecomastia. Como é de praxe nesse tipo de procedimento, o material retirado foi encaminhado para biópsia, momento em que o câncer foi detectado.
O caso de Daniel, no entanto, possuía um forte componente hereditário. Ele já havia perdido quatro tias paternas para o câncer de mama, mas confessou que “a gente nunca pensa que vai acontecer com a gente”. A confirmação de que ele carregava uma alteração genética ligada à doença trouxe uma preocupação extra com o futuro de sua filha, que tinha cerca de três a quatro anos na época do diagnóstico.
O tipo de tumor desenvolvido pelo empresário foi tão raro (um carcinoma in situ incomum até mesmo em mulheres) que a equipe médica inicialmente duvidou do resultado, exigindo que a biópsia fosse refeita. O caso clínico de Daniel acabou sendo levado e estudado em diversos congressos médicos.

Sinais de alerta: como identificar o câncer de mama masculino?

Diferente do que ocorre com as mulheres, não existe uma recomendação de mamografia de rotina (rastreamento) para a população masculina em geral. Por isso, a principal forma de prevenção é o autoconhecimento do próprio corpo. A Dra. Denise Sobral orienta que os homens busquem ajuda médica imediata caso notem qualquer uma das seguintes alterações na região do peito: caroços na mama ou na axila, retração na pele ou mamilo invertido, vermelhidão ou descamação, feridas que não cicatrizam.

O diagnóstico precoce é o maior aliado do paciente. No caso de Daniel, como o tumor foi descoberto no início, ele não precisou ser submetido à quimioterapia intravenosa, realizando apenas sessões de radioterapia e tratamento com quimioterapia oral (Tamoxifeno). Hoje, sete anos após a descoberta, ele segue em acompanhamento médico.

Mastologista também é médico de homem

Um dos maiores desafios no combate ao câncer de mama masculino é o preconceito. A ideia de que “homem precisa aguentar tudo calado” e a vergonha de procurar ajuda atrasam diagnósticos e podem custar vidas. “Mastologista não é médico para mulher, é a médica que toma conta dos seios, da glândula”, reforça Daniel Lira, incentivando outros homens a deixarem o tabu de lado.
Além disso, o alerta se estende para toda a família. A médica Denise Sobral enfatiza que, quando um homem é diagnosticado com câncer de mama, a investigação genética deve continuar. “Você precisa vigiar tanto a mulher, a irmã e as mulheres, as filhas desse paciente, porque tem um risco associado a câncer hereditário”, conclui a especialista.

*Produção de Max Augusto; Edição e sonorização de Guto César.






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