Hantavírus: o que diferencia casos no Brasil do surto investigado em cruzeiro

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Hantavírus: o que diferencia casos no Brasil do surto investigado em cruzeiro


Casos confirmados no Paraná envolvem genótipos já conhecidos no País e sem histórico de transmissão interpessoal, segundo Ministério da Saúde



Clique aqui e escute a matéria

Os dois casos confirmados de hantavírus no Paraná não têm relação com o surto investigado em um navio de cruzeiro que circulou pela América do Sul, segundo informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8). A principal diferença, de acordo com a pasta, está no tipo de vírus identificado no episódio internacional.

O surto monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) envolve o genótipo Andes, variante associada a episódios raros de transmissão entre pessoas registrados na Argentina e no Chile e detectada entre passageiros da embarcação. O Brasil, por outro lado, não registra circulação dessa variante.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos brasileiros de hantavirose não apresentam transmissão interpessoal. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem registro de contágio entre humanos.

Em nota, o ministério afirmou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, conforme avaliação mais recente da OMS. A investigação internacional acompanha casos confirmados e suspeitos ligados ao navio, mas sem impacto direto para o Brasil até agora.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Especialistas apontam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer apenas em contatos próximos e prolongados. Ainda assim, ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro, exigem monitoramento e medidas de controle para reduzir riscos de disseminação.

O ministério informou ainda que o Brasil registrou 35 casos da doença em 2025. Em 2026, até agora, sete casos foram confirmados.

O que é hantavirose?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados. A principal forma de infecção ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.

No Brasil, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração.

Desde a identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 mortes. Segundo o Ministério da Saúde, os dados recentes indicam tendência de redução. Em 2025, foram registrados 35 casos e 15 óbitos — o menor número da série histórica recente.

Quais são os sintomas?

Na fase inicial, a hantavirose pode causar:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares e nas articulações;
  • dor lombar;
  • dor abdominal;
  • sintomas gastrointestinais.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para a fase cardiopulmonar, com:

  • dificuldade para respirar;
  • respiração acelerada;
  • aumento dos batimentos cardíacos;
  • tosse seca;
  • pressão baixa.

Como ocorre a transmissão?

A infecção humana ocorre principalmente pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Outras formas de transmissão incluem:

  • contato do vírus com mucosas da boca, nariz ou olhos por meio de mãos contaminadas;
  • mordidas de roedores ou contato do vírus com ferimentos na pele;
  • transmissão entre pessoas, registrada de forma esporádica apenas na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes.

O período de incubação varia, em média, de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito principalmente por exames sorológicos realizados em laboratórios de referência da rede pública. O Ministério da Saúde fornece kits para confirmação ou descarte dos casos.

Não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento é baseado em medidas de suporte, conforme a gravidade de cada paciente.

Por ser uma doença de rápida evolução, a hantavirose é de notificação compulsória imediata. O Ministério da Saúde afirma que mantém vigilância contínua em todo o país, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico.






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *