Oposição fala em “devolver Brasil aos brasileiros”; Boulos diz: “Senado sai menor de episódio lamentável”; Messias resignou-se “combati o bom combate”
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FINAL DE COPA DO MUNDO
Na hora em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou o placar, no Plenário, do cafezinho, no Salão Azul, ouviu-se um grito uníssono, como se estivesse ensaiado: “Fora Messias! Fora Messias!”. Fazia 132 anos que o Senado não rejeitava uma indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
— Peço atenção, peço atenção! Votaram “sim” 34 senadores e senadoras; votaram “não” 42 senadores. Foi rejeitada a indicação. A matéria vai ao arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República. Em seguida, o presidente do Senado bateu à mesa, jogando a caneta sobre a papelada.
UM DETALHE
Momentos antes da votação, com o microfone aberto, Alcolumbre cochichou no ouvido do senador Jaques Vagner (PT-BA): “vai perder por 8”. Perdeu por 7 votos.
UM AFAGO DE CONTERRÂNEOS
Os primeiros a consolar Jorge Messias foram o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente nacional do PSB, João Campos.
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‘LUTEI O BOM COMBATE’
Para Jorge Messias, a rejeição não vai interromper sua trajetória como servidor público: “não acaba aqui”. E agradeceu a Lula pela indicação e aos “irmãos” que oraram em seu favor:
– Sou grato pela confiança que Lula depositou em mim. Agradeço aos meus irmãos que oraram por mim, afirmou.
SEM DAR NOME AOS BOIS
Messias foi enigmático ao responsabilizar um certo alguém por sua rejeição. Ele não citou o nome de Davi Alcolumbre, mas durante o dia de ontem, corria à boca miúda a informação de que o presidente do Senado tinha trabalhado pela rejeição:
– Sabemos quem provocou tudo isso. Passei por cinco meses de um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu, afirmou ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães e da senadora Teresa Leitão (PT-PE).
E ASSIM FOI…
…Messias entrou no elevador reservado aos senadores, desceu até o subsolo onde o veículo oficial o esperava. Foi-se o advogado-geral da União.
DE UM LADO…
…o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN): “Jorge Messias não iria contribuir para melhorar o clima em que o país se encontra”. Marinho foi um dos poucos que conseguiu cumprimentar Alcolumbre, que partiu “feito um foguete” em direção à residência oficial.
DO OUTRO…
…o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), tentou separar o resultado da votação como sendo “uma decisão dos senadores, não é uma decisão do povo brasileiro”. E afirmou que esse resultado não vai trazer implicações nas eleições presidenciais.
— O povo brasileiro vai eleger Lula em outubro. Pode apostar, disse.
NÃO PASSAR RECIBO
A orientação do presidente Lula foi de que seus auxiliares “não passem recibo”, até para não valorizar a “vitória” de Alcolumbre. Lula quer que a rejeição seja “normalizada”.
MENDONÇA LAMENTA
O ministro do STF, “terrivelmente evangélico”, André Mendonça, assim como Messias, disse que o “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”. O ministro chegou a telefonar para vários senadores. Ao final, comentou: “Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate”.
PENSE NISSO!
Dois aspectos precisam ser considerados ao comentar o resultado da votação desta quarta-feira: a derrota é muito mais do presidente Lula do que propriamente de Jorge Messias. Agora é hora de Lula, seus ministros e seus frágeis líderes desabotoarem a fivela do sapato de salto alto e calçarem a sandália da humildade — se é que se submeterão a isso — e reconhecerem que articularam mal, não fizeram o dever de casa de afagar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e admitir que, a partir de agora, não vencerão nenhuma disputa importante até o fim do mandato.
Se, durante os últimos meses, o Senado tem resistido em instalar um dos 50 pedidos de impeachment contra ministros do STF, por outro lado os senadores, sem precisar atravessar a praça dos Três Poderes, mandaram um recado ao Judiciário: “Estamos de olho em vocês”, principalmente nas decisões de Alexandre de Moraes de investigar senadores como Sérgio Moro (PL-PR), por uma brincadeira contra Gilmar Mendes, e Alessandro Vieira (MDB-SE), por seu contundente relatório na CPI do Crime Organizado, que os senadores governistas não quiseram aprovar.
Na Ilíada, no Canto XXIV, o rei Príamo, de Troia, atravessa o campo de batalha para se humilhar diante de Aquiles, reivindicando o corpo de seu filho Heitor. Príamo ajoelha-se aos pés de Aquiles, beija-lhe as mãos — as mãos do assassino — e leva o corpo de Heitor para ser velado em Troia.
Isso, sim, seria uma lição de humildade, algo que sempre faltou ao governo Lula.
Pense nisso!
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