Nobel de Literatura 2024 vai para sul-coreana Han Kang, de ‘A Vegetariana’

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Nobel de Literatura 2024 vai para sul-coreana Han Kang, de ‘A Vegetariana’


A sul-coreana Han Kang venceu o prêmio Nobel de Literatura de 2024.

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira pela Academia Sueca, comitê responsável pela seleção do maior reconhecimento literário do mundo.

Kang é publicada no Brasil pela Todavia, que também havia apostado corretamente na vencedora de 2018, Olga Tokarczuk. Seu livro mais conhecido é “A Vegetariana”, que explora até as últimas consequências o desequilíbrio de uma mulher que decide deixar de comer carne.

O livro alçou uma carreira mundial de sucesso após vencer o prêmio Booker Internacional, em 2016, e foi a primeira publicação da autora no Brasil.

A autora de 53 anos também publicou por aqui “Atos Humanos”, sobre as consequências de um ato brutal de violência do Exército contra um levante estudantil em Gwangju, e “O Livro Branco”, sobre uma irmã morta que ela nem chegou a conhecer.

A Todavia prepara ainda, para 2025, uma publicação inédita da agora nobelizada, cujo título em inglês é “We Do Not Part”, a história de uma jovem que recebe de uma amiga a missão de socorrer seu pássaro de estimação.

Kang é a primeira escritora da Coreia do Sul a vencer o maior prêmio literário do mundo, e a segunda pessoa do país a vencer o Nobel —o outro foi o ex-presidente Kim Dae-jung, que ganhou o Nobel da Paz após governar a Coreia de 1998 a 2003.

O comitê sueco não selecionava um vencedor da Ásia há sete anos, desde Kazuo Ishiguro, japonês que fez carreira no Reino Unido. Antes do popular autor de “Não me Abandone Jamais”, o último asiático premiado tinha sido o chinês Mo Yan, em 2012, que nunca conquistou leitorado significativo por aqui.

O Nobel de Literatura costuma priorizar autores europeus, como é o caso dos vencedores dos últimos dois anos, o norueguês Jon Fosse e a francesa Annie Ernaux. Antes, foi reconhecido o tanzaniano Abdulrazak Gurnah e a americana Louise Glück.

A Academia ressaltou que o reconhecimento de Kang foi por sua “percepção única das conexões entre corpo e alma, entre os vivos e os mortos, e por seu estilo poético e experimental, que se tornou inovador na prosa contemporânea”.

Sua prosa poética, segundo apontou o Nobel, “confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana”.

Anders Olsson, o presidente do comitê literário, disse que a autora tinha terminado de jantar com o filho quando foi comunicada, por telefone, sobre o prêmio. “Ela estava tendo um dia normal”, disse Mats Malm, secretário permanente da Academia, “não estava preparada para isso”.

De fato, Kang nem passava perto das bolsas de apostas para o prêmio, que tinham suspeitos de sempre como a chinesa Can Xue —a mais forte candidata da Ásia até então—, o romeno Mircea Cartarescu, o queniano Ngugi wa Thiong’o e a canadense Anne Carson.



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