Indústria de materiais de construção prevê mas investimentos, mesmo em cenário incerto

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Indústria de materiais de construção prevê mas investimentos, mesmo em cenário incerto



Sinalização de cortes contínuos na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária é vista como o principal catalisador para a melhora econômica

Por

Lucas Moraes


Publicado em 05/02/2026 às 16:34
| Atualizado em 05/02/2026 às 16:35

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A indústria brasileira de materiais de construção iniciou 2026 demonstrando uma disposição para o crescimento, apesar de um ambiente econômico que ainda inspira cautela. Segundo dados do Termômetro ABRAMAT divulgados nesta semana, o setor registrou um salto significativo na intenção de aportes financeiros: 62% das empresas planejam investir nos próximos 12 meses, um avanço de 7 pontos percentuais em comparação ao encerramento de 2025.

Este movimento de expansão ocorre em um contexto de estabilidade operacional. Em janeiro, a percepção do mercado interno foi considerada regular para a maioria das companhias (62%), enquanto 29% avaliaram o período como positivo. Para o mês de fevereiro, o otimismo ganha tração, com 48% das empresas projetando um desempenho “bom” ou “muito bom”, contra apenas 5% que preveem resultados negativos.

PRODUÇÃO COMEDIDA

Mesmo com o aumento dos planos de investimento, o ritmo de produção atual permanece comedido. A utilização da capacidade instalada nas fábricas estacionou em 70% em janeiro, repetindo o índice de dezembro de 2025. O número revela um patamar inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a ocupação das plantas industriais atingia 77%, evidenciando que o setor ainda opera com uma margem ociosa considerável.

A principal mola propulsora para o otimismo moderado reside na política monetária. A sinalização de cortes contínuos na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) é vista como o principal catalisador para a melhora do crédito e da confiança do consumidor no curto e médio prazo.

Paulo Engler, presidente executivo da ABRAMAT, destaca que o momento é de vigilância, mas com horizontes promissores. Para o executivo, a combinação entre a queda dos juros, o fortalecimento de investimentos em infraestrutura e a continuidade de programas habitacionais, como o Reforma Casa Brasil, compõe o cenário necessário para que a atividade industrial retome o fôlego perdido e consolide os investimentos anunciados neste início de ano.



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