Em relação ao Oriente Médio, Trump comentou sobre a liderança política na região, afirmando ter “grande respeito” pelo Paquistão e o governo no poder
Estadão Conteúdo
Publicado em 01/05/2026 às 16:02
| Atualizado em 01/05/2026 às 16:04
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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar a União Europeia (UE) por “não cumprir completamente” o acordo comercial em comentários a repórteres na Casa Branca nesta tarde. O republicano afirmou que países como Japão, Coreia do Sul e México já deram início a fábricas de automóveis em território americano, mas europeus “não estavam nos ouvindo”.
Trump justificou a aplicação de tarifas de 25% sobre carros e caminhões europeus como um incentivo para que o bloco mova a produção de automóveis para os EUA de modo mais rápido.
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Sobre sua viagem para a China, o republicano adotou tom positivo ao afirmar que o encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, será “ótimo”.
Em relação ao Oriente Médio, Trump comentou sobre a liderança política na região, afirmando ter “grande respeito” pelo Paquistão e o governo no poder. Questionado sobre o Iraque, o presidente ressaltou que o novo primeiro-ministro, Ali al-Zaidi, é alguém apoiado “fortemente” pelos EUA. Zaidi foi nomeado ao cargo na última segunda-feira, 27.
Sobre a economia doméstica, o republicano elogiou o desempenho recente dos mercados acionários americanos, que atingiram novas máximas históricas apesar do cenário geopolítico global. “Também temos mais pessoas trabalhando do que jamais tivemos antes e, assim que a guerra acabar, os preços do petróleo e da gasolina vão cair significativamente”, disse, voltando a justificar o conflito como “essencial” para impedir que o Irã possua armas nucleares.
Trump ainda afirmou que, excluindo combustíveis, preços em geral estão em queda nos Estados Unidos, o que, segundo ele, deve contribuir para a redução da inflação.
Em relação ao setor corporativo, o presidente comentou relatos de que a Spirit Airlines pode ter que encerrar suas operações, se não conseguir um acordo de financiamento com o governo. “Veremos se podemos ajudar, mas a situação da Spirit é diferente por exemplo, da Intel. O nosso objetivo é manter sempre os interesses dos EUA em primeiro lugar”, disse.
Trump diz que não está satisfeito com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não está satisfeito com o Irã, após conversas por telefone com a liderança persa e recentes negociações bilaterais em busca de um acordo de paz. Segundo o republicano, o governo iraniano está muito fragmentado, o que dificulta chegar a um consenso em relação ao acordo.
“Irã não sabe mais quem são seus líderes, estão muito confusos e a liderança não se dá bem, há tremenda discordância”, afirmou ele a repórteres na Casa Branca, embora tenha ressaltado que ainda quer chegar a um “bom acordo” com Teerã. “Estávamos avançando e próximos de um acordo, mas vieram representantes de uma ala que apoia armas nucleares e a conversa desandou. Não sei se algum dia chegaremos lá em um acordo”.
De acordo com ele, todos os grupos de lideranças do Irã, incluindo os mais extremistas, querem um acordo. No entanto, esses grupos possuem demandas diferentes e conflitantes com os termos propostos pelos EUA.
Trump reiterou ameaças ao país persa, frisando que “ou vamos destruí-los ou fazemos um acordo”. Questionado sobre a situação militar dos EUA, o presidente disse que o país ainda possui estoques suficientes de mísseis ao redor do mundo e que suas forças armadas estão em boas condições. “Estamos a caminho de uma vitória no Irã”, disse, acrescentando que o bloqueio do Estreito de Ormuz está funcionando e continuará em vigor.
“Se sairmos agora do Irã, levará mais de 20 anos até que possam reconstruir seu país. Mas não estamos satisfeitos ainda com operações lá”, afirmou. Trump, contudo, evitou responder a perguntas se novos ataques serão realizados contra Teerã. “Por que eu falaria sobre isso?”, rebateu.
O republicano criticou ainda a Itália e a Espanha ao dizer que “não está feliz” com o posicionamento de ambos os países sobre a guerra no Irã, acusando ambos de serem favoráveis a obtenção de armas nucleares por Teerã. Apesar disso, Trump sinalizou que pode estar presente na próxima reunião do G7.


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