De acordo com novos resultados da pesquisa Ipsos, a insegurança pública continua sendo a grande preocupação para a maioria dos brasileiros
JC
Publicado em 03/02/2026 às 0:00
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Os criminosos metem medo – e a polícia, muitas vezes, também. A sensação de insegurança dominante no Brasil pode ser vista como consequência tanto da falta de controle sobre a ação e o domínio dos bandidos, organizados ou não em facções espalhadas pelo país, quanto da desconfiança da população em relação aos agentes de segurança a quem caberia a garantia de proteção. Não por acaso, nos dias que se seguem a operações policiais que deixam rastros de sangue nas comunidades, mesmo que seja alta a aprovação das operações, a sensação de insegurança, ao invés de baixar, cresce. Foi o que se deu no final do ano passado, após uma operação com saldo de 121 mortos no Rio de Janeiro.
Nova pesquisa Ipsos a respeito das principais preocupações do cidadão brasileiro, divulgada esta semana, apontou que o crime e a violência continuam no topo, com 41% – em novembro, o percentual era de 52%. Logo abaixo, na lista de prioridades, estão saúde, com 36%, e a corrupção, juntamente com a pobreza e a desigualdade social, com 33%. A resposta indicando quase um empate remete a problema comum a essas preocupações: o escândalo do INSS, que assaltou aposentados e pensionistas, mostrando mais uma vez como a imoralidade dos ladrões do dinheiro público desconhece fronteiras para atuação. E colabora para piorar a saúde, elevar a corrupção e aprofundar a desigualdade.
Base da estrutura social, a educação vem abaixo no rol das preocupações, com 19% de indicações, perdendo para os impostos (28%) e a inflação (26%), mas acima da preocupação com as mudanças climáticas (18%), o desemprego (16%) e ameaças ao meio ambiente (11%). A menor preocupação popular detectada pela pesquisa é o controle migratório, surgindo para apenas 1% dos entrevistados, num universo de pessoas de 16 a 74 anos de idade. A distância estatística pode sinalizar que não há relação, para a população brasileira, entre a insegurança e os imigrantes, percepção observada em outros países, inclusive explorada pelos políticos como foco de campanhas e de programas de governo.
O tema da segurança pública deve ser dominante na agenda do Congresso, a partir desta semana de retorno ao trabalho. E ganhar a preferência da comunicação em ano eleitoral, na corrida pela preferência do voto até outubro. O projeto de lei que torna mais duras as punições para integrantes de facções criminosas, depois de aprovado na Câmara e alterado no Senado, precisa voltar à Câmara para apreciação dos deputados. O trâmite institucional foi acelerado com a repercussão da operação policial no Rio de Janeiro, mas o cotidiano de violência nas cidades permanece, exigindo mais comprometimento e ações em prol do interesse coletivo. A PEC da segurança pública, que tem o pernambucano Mendonça Filho na relatoria, aguarda na fila das prioridades do Congresso uma oportunidade para ser votada.
A preocupação número 1 do Brasil merece priorização, antes de seu aproveitamento – e adiamento – pelo debate eleitoral.

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