Altas temperaturas podem reduzir o apetite dos pets e aumentar o risco de desidratação; especialistas orientam ajustes simples na rotina alimentar
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As altas temperaturas, comuns no início do ano, afetam não apenas as pessoas, mas também a saúde e o comportamento de cães e gatos.
Durante os períodos mais quentes, é comum que os pets apresentem menor disposição, redução do apetite e maior risco de desidratação, o que exige atenção dos tutores à rotina alimentar e à oferta de água.
Veterinários explicam que o calor interfere diretamente nos mecanismos de regulação térmica dos animais. Para lidar com isso, o organismo tende a reduzir o gasto energético, o que pode refletir em menor interesse pelas refeições.
Diante desse cenário, ajustes simples na alimentação e nos horários das refeições podem contribuir para o bem-estar dos pets.
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Alimentação e hidratação caminham juntas
Uma das estratégias apontadas por especialistas é a combinação de alimentos secos e úmidos na rotina alimentar. O alimento úmido, por conter maior quantidade de água, pode ajudar a complementar a hidratação diária, especialmente em gatos, que naturalmente ingerem menos líquido ao longo do dia.
Segundo a médica-veterinária Letícia Tortola, coordenadora de comunicação científica da Royal Canin Brasil, mudanças no padrão alimentar são esperadas no verão.
“Nas semanas mais quentes, é comum observar maior seletividade alimentar e redução da atividade. Ajustar a textura do alimento e a rotina ajuda a manter o equilíbrio nutricional e hídrico”, explica.
Sinais de que o pet pode estar sofrendo com o calor
Os tutores devem ficar atentos a alguns comportamentos que podem indicar desconforto térmico ou início de desidratação, como:
- Redução do apetite
- Menor disposição para brincar ou caminhar
- Respiração ofegante
- Busca constante por locais mais frescos
- Diminuição da ingestão de água
Na presença desses sinais, a orientação é reforçar os cuidados e, se necessário, buscar avaliação veterinária.
Ajustes simples na rotina alimentar
Algumas medidas podem ajudar a tornar a alimentação mais atrativa e confortável durante o calor:
- Oferecer refeições em horários mais amenos, como início da manhã ou à noite
- Dividir a porção diária em pequenas quantidades, evitando longos períodos de jejum
- Variar texturas, combinando alimento seco com opções úmidas, conforme orientação profissional
- Servir o alimento úmido logo após a abertura, preservando aroma e palatabilidade
No caso dos gatos, o uso de comedouros separados para alimentos secos e úmidos pode respeitar melhor o comportamento natural da espécie.
Atenção à conservação dos alimentos
O calor também exige cuidados extras com o armazenamento. Alimentos devem ser mantidos em locais frescos, secos e protegidos do sol. As sobras de alimentos úmidos precisam ser refrigeradas conforme o tempo indicado na embalagem, para evitar contaminação e perda de qualidade.
Especialistas reforçam que qualquer mudança na alimentação deve respeitar as quantidades recomendadas e o perfil de cada animal.
“A alimentação deve ser equilibrada, sem excessos. O acompanhamento de um médico-veterinário é essencial para garantir que o pet atravesse o verão com saúde”, orienta Letícia Tortola.

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