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Um guia com dicas de filmes e séries para assistir no streaming
Na próxima terça-feira (15), serão anunciados os indicados ao Emmy, maior premiação da televisão americana. Concorrem pela estatueta séries exibidas nos EUA entre 1º de junho de 2024 e 31 de maio de 2025 —por isso a explosão de estreias há algumas semanas.
Como sempre, os favoritos já são conhecidos. As categorias de drama deverão ter embates entre “Ruptura” e “The Pitt”. As de comédia, entre “Hacks” e “O Urso” (a terceira temporada, não a mais recente), com a recém-chegada “O Estúdio” embolando a pequena área. “Adolescência” tem tudo para dominar entre as séries limitadas.
O que trago aqui hoje é uma lista de desejos, indicações que me deixariam especialmente feliz em ver. Algumas são quase garantidas, outras estão mais distantes, mas sonhar é de graça.
A cerimônia do Emmy acontece em 14 de setembro.
DRAMAS
HBO Max, uma temporada, 15 episódios.
Como escrevi acima, “The Pitt” é uma das mais fortes candidatas a sair do Peacock Theater, em Los Angeles, com ouro debaixo do braço. Protagonista, cocriador, coprodutor e até roteirista de alguns episódios, Noah Wyle tem boas chances de, enfim, em sua sexta indicação (as demais foram por “Plantão Médico”), sair vencedor.
Não faltarão outras indicações à série, mas espero que os votantes tenham reservado espaço em suas cédulas para Katherine LaNasa, que interpreta a enfermeira-chefe Dana.
Atriz de longa carreira, LaNasa já teve uma multidão de pequenos papéis, alguns especialmente memoráveis —há quem lembre dela em “Seinfeld”, ou “Two and a Half Men”—, mas com Dana ela finalmente encontrou uma personagem central numa série de sucesso, que não funcionaria tão bem sem ela.
Disney+, duas temporadas, 24 episódios.
Se você, como eu, perdeu o gosto por coisas “Star Wars” depois de “Rogue One” (2016), “A Ascensão Skywalker” (2019) e “Han Solo” (2018), “Andor” pode ser a solução.
A série narra a transformação de Cassian Andor (Diego Luna), personagem apresentado em “Rogue One”, de ladrão mercenário a revolucionário disposto a cometer os maiores sacrifícios pela causa da Aliança Rebelde —história que culmina no filme. E enquanto Luna está bem no papel, ele nem é a parte mais interessante de “Andor”.
O veterano Stellan Skarsgård comanda suas cenas com autoridade como o maestro da revolução, Luthen Rael. E Genevieve O’Reilly (Mon Mothma) —que levaria o prêmio na categoria elegância mesmo num ano com Cate Blanchett na concorrência— retrata com delicadeza a dor de perceber que até as boas causas têm seu preço.
COMÉDIAS
HBO Max, quatro temporadas, 37 episódios.
Liderando as apostas para melhor série de comédia, “Hacks” já acumula 48 indicações e nove vitórias. Jean Smart tem vaga garantida (e ganhou pelas três temporadas anteriores); Hannah Einbinder pode finalmente levar sua primeira estatueta. Mas a indicação que eu mais quero ver é para Julianne Nicholson, como atriz convidada.
Mais conhecida por papéis dramáticos, Nicholson ganhou o Emmy em 2021 por “Mare of Easttown” depois de uma carreira de pontas em séries, pequenos papéis em filmes grandes e grandes papéis em filmes pequenos. Em “Hacks”, porém, ela faz algo quase inteiramente novo: uma personagem estrambólica, caótica e abertamente cômica, a tiktoker Dance Mom.
Alguém em Algum Lugar (2022-24)
Somebody Somewhere. HBO Max, três temporadas, 21 episódios.
Escolha uma categoria, e “Alguém em Algum Lugar” tem quem mereça uma indicação. Melhor atriz? Bridget Everett, que comandou a série como Sam com muita vulnerabilidade e uma voz de trovão. Melhor ator? Jeff Hiller, cujo Joel, doce e sonhador, descobre que merece a felicidade. Coadjuvantes? Que tal Tim Badgley, clássico “aquele cara”, que faz de Brad uma figura cheia de dignidade, mas também insegurança, e Mary Catherine Garrison, que equilibra as transformações na vida de Tricia entre a fúria e o êxtase.
LIMITADAS
Say Nothing. Disney+, nove episódios.
“Não Diga Nada” encara a tarefa pouco invejável de adaptar o livro de mais de 500 páginas de Patrick Radden Keefe em nove episódios. A história acompanha a radicalização das irmãs Price, Dolours (Lola Petticrew) e Marian (Hazel Doupe), de seu ingresso no IRA (Exército Revolucionário Irlandês) nos anos 1960 à desilusão após o Acordo da Sexta-Feira Santa, em 1998, e seu suposto envolvimento no desaparecimento e morte de Jean McConville (Judith Roddy), mãe de dez acusada de ajudar os ingleses.
Petticrew (que é pessoa não binária e concorre na categoria de melhor atriz) tem concentrado a maior parte da atenção dada à série por premiações, com uma merecida indicação ao Bafta, mas Doupe também seria digna de láureas. Sua Marian tem uma convicção ferrenha na luta, inquebrantável até nos momentos mais difíceis e transmitida em silêncios e gestos certeiros. Admirável também é a direção de elenco, que encontrou em Maxine Peake e Helen Behan versões perfeitas das Prices mais velhas.
Dying for Sex. Disney+, oito episódios.
Não é fácil vender a ideia de “Morrendo por Sexo” a qualquer um. A história de uma mulher de 40 e poucos anos que descobre um câncer terminal e resolve dedicar o tempo que ainda tem a alcançar um orgasmo com outra pessoa pela primeira vez requer confiança, firmeza e delicadeza.
Pois “Morrendo por Sexo” tem tudo isso, sob o comando de Elizabeth Meriweather (“New Girl”, “The Dropout”) e Kim Rosenstock (“Glow”), e uma excelente Michelle Williams no papel principal. Jenny Slate, que interpreta Nikki, a melhor amiga de Molly (Williams), provavelmente perderá para Erin Doherty, do terceiro episódio de “Adolescência”, mas faz jus a uma indicação. Já Rob Delaney, o vizinho anônimo que desenvolve uma relação transformadora com Molly, infelizmente corre mais risco de ser esquecido na categoria dos coadjuvantes.
O que está chegando
As novidades nas principais plataformas de streaming
Too Much
Netflix, uma temporada, dez episódios.
Uma rápida olhada nas críticas publicadas nesta quinta (10) parece indicar que só eu não gostei de “Too Much”, a nova série semiautobiográfica de Lena Dunham —já vi os três primeiros episódios.
Aqui, Jessica (Megan Stalter), 30 e poucos, se muda para Londres após o fim complicado de um namoro, quando Nova York se torna pequena demais para escapar de seus problemas. Na nova cidade, conhece Felix (Will Sharpe), um músico com sua própria bagagem emocional pesada.
Sou fã (ainda) de “Girls” (2012-17), então o que me incomodou não foi o “umbiguismo” da protagonista, mas o fato de que Stalter —que funciona bem em “Hacks” em pinceladas— não consegue carregar as cenas mais dramáticas com sinceridade.
Lady Macbeth (2016)
Sesc Digital, 90 min.
Antes de se tornar uma megacelebridade, Florence Pugh estrelou este filme sobre Katherine, uma jovem inglesa do século 19 que se casa com um homem cruel. Uma aventura com Sebastian (Cosmo Jarvis), trabalhador na fazenda de seu marido, a levará a tomar decisões mais e mais difíceis em nome da própria felicidade.
“Jaws @ 50: The Definitive Inside Story”. Estreia na Disney+ nesta sexta (11), 88 min.
Documentário da National Geographic comemora os 50 anos do blockbuster de Steven Spielberg com imagens inéditas dos bastidores e entrevistas.
Veja antes que seja tarde
Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming
Cinquenta Tons de Cinza (2015)
Fifty Shades of Grey. Deixa a Netflix em 31.jul, 125 min.
A estudante Anastasia Steele (Dakota Johnson) é seduzida pelo misterioso bilionário Christian Grey (Jamie Dornan) e seus gostos peculiares.



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