O cantor Zeca Pagodinho vai se apresentar no Japão como parte da edição de 2025 da tradicional Expo, realizada na cidade de Osaka. O anúncio, feito pelo músico nesta segunda-feira, vem depois de uma polêmica, que envolve um imbróglio de R$ 2 milhões, no pavilhão brasileiro na feira.
“O sambista foi convidado para se apresentar no Dia Nacional do Brasil, na Expo 25, 21 de junho, em Osaka, a terceira maior cidade do Japão”, diz a página do artista no Instagram. “O evento tem curadoria da diretora Bia Lessa e reforça a importância do intercâmbio cultural entre as duas culturas!”
O pavilhão brasileiro na Expo gerou um debate artístico e um imbróglio de R$ 2 milhões entre a ApexBrasil —a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, responsável pela participação do país no evento— e o escritório paulistano MK27, do arquiteto Marcio Kogan. A crise foi desencadeada após mudanças no projeto arquitetônico e na curadoria do espaço.
Uma reportagem deste jornal apurou que a ApexBrasil cancelou o projeto original, aprovado em 2022, criado por Kogan e pelo diretor artístico Marcello Dantas. A decisão gerou a cobrança milionária pelo escritório MK27, que afirma ter usado o montante entre abril e outubro de 2023 para contratar empresas japonesas e dar início ao projeto.
Sem especificar valores, a Apex diz que, quando a obra foi licitada no Japão, “o preço orçado ficou exorbitante” e a equipe técnica detectou o risco de que o pavilhão não pudesse ser concluído a tempo. Dantas e Kogan afirmam que a obra estava dentro dos R$ 25 milhões estabelecidos no concurso e com construtora já licitada.
Sem novo concurso, a curadoria passou para Bia Lessa, que criou um pavilhão menor, mais simples. A Apex diz que, ao decidir modificar o projeto, ofereceu à equipe de Kogan e Dantas a oportunidade de seguir trabalhando no pavilhão, mas eles não teriam aceitado. Sobre o ressarcimento, a agência afirma que “fez todos os devidos pagamentos referentes aos serviços já executados”.
O escritório notificou a Apex extrajudicialmente e estuda levar o caso para a Justiça.
O projeto inicial previa um pavilhão com arquitetura inspirada na Amazônia e no fenômeno dos “rios voadores” —partindo de estudos do cientista ambiental Antonio Nobre. Elogiada pela crítica especializada, a ideia conquistou o prêmio de melhor edifício cultural junto ao prestigiado World Architecture Festival.
Agora, a estrutura do pavilhão do Brasil tem o exterior feito de concreto e vidro, em formato retangular. Ele apresenta no seu interior uma floresta de infláveis, com formatos de plantas e de pessoas. A inspiração foi o livro “A Queda do Céu”, do xamã yanomami Davi Kopenawa.
Bia Lessa afirma ter se inspirado em Paulo Mendes da Rocha —que concebeu o pavilhão do país na Expo de 1970, também em Osaka— e acrescenta que o debate ambiental não foi descartado. “É legítimo clamarem por uma arquitetura mais ousada, mas optamos por outro caminho.”






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