A história da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226 é a síntese do descaso de boa parte das rodovias brasileiras. Das vicinais às federais
Publicado em 24/12/2024 às 16:53
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PEDRA NOS RINS
No ônibus da linha 147,2, ligando o centro de Brasília à cidade de São Sebastião – passando pelo presídio federal da Papuda – duas pessoas conversam sobre a “falta de consideração” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o ex-deputado Daniel Silveira (sem partido-RJ). “O pobre coitado sentiu uma dor nos rins e nem assim ele [Moraes] teve piedade. É a maior dor do mundo”, disse o passageiro, enquanto fechava a janela para evitar entrada de chuviscos, bem típicos nessa época do ano. “Tu já pariu alguma vez? Tu num sabe o que é dor”, retrucou a colega ao lado, quando já dava sinal ao motorista. Ela desceria na parada em frente à portaria do presídio. Estava ansiosa para abraçar um amigo beneficiado com o saidão de Natal.
‘JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL’
A defesa do Daniel Silveira encaminhou nota à coluna Política em Brasília, argumentando “arbitrariedade” com o ex-deputado que “teria ido ao hospital, com fortes dores nos rins. Foi medicado e retornou para sua casa”. Para o ministro do STF, o “desrespeito à norma” ocorreu “logo em seu primeiro dia em livramento condicional”. Moraes argumenta – para mandar o ex-deputado de volta para a cadeia – que Daniel Silveira ultrapassou “mais de quatro horas do horário limite fixado nas condições judiciais (22h)” e que tudo não passou de uma “patente tentativa de justificar o injustificável”.
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PRAGMATISMO DE RESULTADO
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse ao Passando a Limpo, programa de entrevistas da Rádio Jornal, que o presidente Lula da Silva (PT) “concorda com o que pensa a maioria dos dirigentes do partido” que é mais proveitoso, politicamente, e rentável, financeiramente, “priorizar campanhas para deputados federais e ao Senado”, minimizando esforços para as disputadas aos governos estaduais.
NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI
O deputado José Rocha (União Brasil-BA), presidente da Comissão de Integração Nacional, comemorou a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que vetou – temporariamente – a liberação de emendas parlamentares, destinadas às comissões. “Nós na comissão estávamos deliberando o destino do valores das emendas, quando ele [Arthur Lira, presidente da Câmara] suspendeu os trabalhos, sequestrou nossas responsabilidades e o direito de escolher o destino [das emendas]”. À coluna, José Rocha antecipou que tem esperança de que os recursos “retornem” para o poder das comissões.
À PONTE QUE CAIU
Dona Avelina era uma beata dessas contritas, mas tão contrita que evitava dizer palavrões mesmo entre quatro paredes. Uma noite de Natal, antes da Missa do Galo, na lotada igreja de Carnaíba (PE) no sertão do Pajeú, enquanto arrumava a altar, ela tropeçou no tapete, se desequilibrou e bateu com a cabeça na bancada. Avelina olhou para um lado, avistou a imagem de Santo Antonio. Virou-se para a esquerda e lá estava São João Vianney. Baixinho ela esbravejou: “à ponte que caiu”. Acostumado com os acordes de cantos gregorianos, o coroinha logo interpretou a sonoridade das palavras: “Avelina quis dizer um palavrão”, pensou o candidato a padre.
CRÔNICA ANUNCIADA
Até os carapanãs às margens do rio Tocantins sabiam que a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, não passava por revisão havia anos e que a iminência de um desastre não estava descartada. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o governo estadual e a prefeitura estavam cientes da situação da ponte. No domingo (22), no meio da tarde, quando a ponte caiu, o vereador de Aguiarnópois Elias Júnior (Republicanos) estava gravando um vídeo na cabeceira da ponte quando houve o desastre. “Eu estava filmando para cobrar as autoridades”, disse à reportagem da Rádio Jornal: “A gente veio mostrar a situação que está preocupante. Muitas pessoas estavam falando sobre as rachaduras que tinham nela. Eu ainda estou em choque, sem acreditar”, disse Elias Júnior
PENSE NISSO!
É claro que a fervura no Supremo Tribunal Federal já estava na temperatura máxima quando da chegada do ludovicense Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula. Mas Dino já mostrou que não tem vocação para bombeiro.
Após comprar briga com o Congresso Nacional na tentativa de moralizar a liberação de emendas parlamentares, o ex-deputado, ex-governador do Maranhão, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-senador empareda deputados com o poder da caneta, mas não é do tipo que dinamita todas as pontes.
Com emprego garantido no STF pelos próximos 19 anos, Flávio Dino é nome recorrente no cafezinho da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e não é somente por causa de suas ações jurídicas. Dino pode ser o coelho da cartola de “Lula Copperfield”. O presidente poderia lançar mão dos seus 38% de prestígio que tem, e mandar Flávio Dino correr atrás do restante.
Eu já vi uma ministra abrir mão de uma cadeira no STF só porque prometeram – e não cumpriram – apoiá-la para “migrar” para um corte internacional, imagina Dino. Um político nato que faz do Judiciário sua trincheira política!
Pense nisso!

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