Jesus também fundou um movimento de transformação da alma humana, ou seja, o movimento de implantação do Reino Divino no coração do homem
JC
Publicado em 31/05/2026 às 0:00
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Há movimentos e movimentos. É natural pensar que todos que se movem operam tarefa útil. É um engano. Mover-se nem sempre é trabalhar. Há movimentos que seriam melhor que nunca tivessem ocorrido. Porque há situações na vida onde o repouso edifica e o movimento desarticula. Verifica o teu sistema biológico e avalia quantos movimentos são úteis para a harmonia do carro fisiológico e quantos deveriam ser evitados.
Do sistema digestivo vem o movimento peristáltico, digerindo, processando, absorvendo e fornecendo a energia que o corpo precisa para funcionar. Do sistema nervoso vem o serviço dos neurônios na transmissão das sensações que partem da alma e que chegam ao corpo somático ou que partem da periferia e convidam o dono à reflexão de propósitos.
Há movimento e repouso. São relativos, são passageiros, dependem do referencial, mas passam. Alguns ficam, nem que sejam as marcas. Todos vivem no repouso ou no movimento. Há movimentos que constroem templos onde a fé do homem pode manifestar-se. Há movimentos que constroem lares onde Espíritos afins reconstroem suas histórias. Há movimentos de rebeldia que destroem vidas por valores amoedados de validade passageira. Há movimentos desequilibrados que embrutecem, diminuem, destroem.
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Façamos nós os movimentos do bem. Outrora, uniram-se os homens para juntos formarem “movimentos”. Jesus também fundou um movimento de transformação da alma humana: o movimento de implantação do Reino Divino no coração do homem. Ao ser perguntado quem o ajudaria, respondeu o Cristo: “Meus companheiros hão de chegar de todos os lugares”.
Movendo-se com traidores, caminhou para o perdão. Movendo-se com equivocados, caminhou para a verdade. Movendo-se com moribundos, caminhou para a vida e deixou as sementes da boa Nova que, em tempo adequado, irão brotar. Passados mais de 1.850 anos, renasceu no Movimento Espírita, cujo professor Allan Kardec – pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail – fez questão de apresentar em viagens por várias cidades do inverno europeu. Este movimento foi transferido para o Brasil. É o Movimento Espírita. No início, uma mesa e alguns corações que recepcionaram as ideias que vertiam dos céus. Casas espíritas foram erguidas, grupos foram formados e o trabalho ganhou força.
Mas, como em todos os movimentos, há forças de resistência, forças que dificultam. Experimente deslizar um móvel e logo sentirás a resistência do piso. Desloca-te ao ar livre e detectamos a força de resistência do ar nos impelindo a parar de nos mover. Não foi diferente com o Movimento Espírita-Cristão. Fariseus renascidos ou das sombras que resistiram aos apelos do Cristo, hoje dificultam as ações da Doutrina Espírita. Suas armas: as nossas fraquezas, a inveja, a mágoa, o ressentimento, a guisa de forças resistivas.
É preciso mover-se, movimentar elementos internos, técnicos, tecnológicos, para que levemos a palavra do Cristo à luz da Doutrina Espírita aos corações distanciados, mas não menos necessitados. A era das missões está de volta. Sempre é tempo de movimento, movimento que instrui, que sugere reflexão. Movimento que cura, que consola. Movimento que ampara, que ergue, que sacia. Movimento que enxuga lágrimas, que esquenta os estômagos congelados pela escassez de pão.
Agora é a nossa vez. Juntemo-nos ao movimento de transformação, ao Movimento Espírita. Vem! Move-te em favor do bem, para o teu bem. Como nos esclarece ‘O Livro dos Espíritos’, em sua questão 918, “[…] O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza […]”. Sigamos neste movimento transformador. Sejamos este homem de bem!
Wilson Gomes é diretor do Departamento de Integração Federativa (DIFE) da Federação Espírita Pernambucana (FEP)
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