Vinda de Lula teve pouco impacto na eleição de governador mas pode ajudar esquerda a eleger dois senadores

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Vinda de Lula teve pouco impacto na eleição de governador mas pode ajudar esquerda a eleger dois senadores


A última pesquisa do Datafolha antes do 1º turno mostrou pouca variação no quadro sobre a escolha do futuro ocupante do Palácio do Campo das Princesas


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O presidente Lula foi presenteado no Recife na última sexta-feira, 25 de setembro, com o maior evento de sua campanha este ano, como registrou a mídia nacional. No dia anterior, 24 de setembro, o Datafolha publicava uma pesquisa em que a governadora Raquel Lyra aparecia com 48% das intenções de voto e João Campos tinha 44%. Apesar de ter dito no palanque que “mulher vota em mulher” e logo depois ter se corrigido afirmando ter certeza de que João seria eleito pelas mulheres, o presidente Lula repetiu diversas vezes que quem votava no 13 (dele) votava no 40(de João). Havia uma grande dúvida do que isso poderia representar numa eleição empatada na margem de erro.

Esta quinta-feira a última pesquisa do Datafolha antes do primeiro turno mostrou muito pouca variação no quadro sobre a escolha do ocupante do Palácio do Campo das Princesas a partir de janeiro de 2027. Realizado entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro o levantamento do instituto mostrou que Raquel perdeu dois pontos mas João permaneceu com os mesmos 44% de antes, ou seja, até o momento a influência do presidente foi muito pequena senão inexistente em relação ao Governo do Estado porque nesse mesmo período Raquel foi impactada sobre o vídeo da laqueadura que pode ter sido o principal responsável pelos 2 pontos que perdeu.

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Ao divulgar a pesquisa, a Globonews se referiu a isso com os comentaristas concordando que o vídeo pode ter sido mais danoso do que a vinda de Lula já que em Pernambuco existe o voto Luquel (Lula e Raquel). Já não se pode dizer o mesmo na pesquisa para o Senado. Lula fez questão de, no palanque, pedir votos para “meus dois senadores”. O Datafolha mostra de forma clara que, considerando o dia de hoje e apesar da eleição para o Senado registrar um maior percentual de indecisos, Marília Arraes e Humberto Costa tem 19% de intenções de voto. Marília conservou os mesmos 19% que tinha e Humberto cresceu 2 pontos. Já Mendonça Filho perdeu um ponto saindo de 13 para 12%, Eduardo da Fonte conservou seus 10% e Túlio Gadelha que tinha 6 pontos percentuais agora tem cinco.

É praxe em Pernambuco em eleição dupla para o senado a esquerda eleger um e o centro-direita eleger o outro. Mas, com a divisão existente no campo conservador hoje a esquerda caminharia para eleger Marília e Humberto. A surpresa será se Raquel conseguir vencendo puxar pelo menos um candidato ao Senado. Isso seria mais fácil sem a divisão, até porque Túlio Gadelha teria mais dificuldades pois concorre com outros dois nomes cristalizados na esquerda.

Voto a voto

Após a vinda de Lula, a esquerda da Região Metropolitana, que compareceu em peso ao Marco Zero e aplaudiu muito Lula mas não foi tão generosa com João Campos, passou a fazer uma caça aos votos para senador, pedindo o voto casado em Marília e Humberto e usando para isso o pedido de Lula. Sabe-se a boca pequena que Marília é vista com restrições pelo petismo mas este, a não ser que resolvesse votar em Túlio, não tem outra opção senão seguir o que Lula pediu. Também tem sido usado como argumento a possibilidade de Mendonça Filho ser eleito, caso Marília e Humberto não unissem forças. No palanque Lula disse “Mendonça é do mal” para dar a senha do que estava por vir. Agora é pagar pra ver.

Estrutura no interior também conta

Tanto para governador como para senador, a estruturação do voto no interior pode ter um forte peso no dia da eleição. O principal condutor do voto é o prefeito seguido do grupo oposicionista. Mas, com o poder do comando da máquina, o prefeito apoiando um candidato garante não só a vitória no seu município – a não ser que esteja muito desgastado, mas isso não é visível este ano – como se encarrega de distribuir os santinhos com os números dos seus candidatos. Isso vai garantir a Raquel, que precisa ganhar bem no interior, maior tranquilidade, como os candidatos ao Senado apoiados pelos prefeitos vão partir na frente. Hoje os candidatos mais estruturados no interior são Eduardo da Fonte, Humberto Costa e, em terceiro lugar, Mendonça Filho.

Pergunta que não quer calar

A esquerda pode eleger os dois senadores ou, apesar da divisão, a centro-direita chega também lá?






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