Versatilidade do Sesc Pompeia aparece em todas as esferas, incluindo espaço e curadoria

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Versatilidade do Sesc Pompeia aparece em todas as esferas, incluindo espaço e curadoria



São Paulo


Melhor programação, som, bar/comida e custo-benefício

DE 501 A 5.000 PESSOAS

Na São Paulo de 2026, são raros os lugares em que você consegue ingressar em um show, comer uma refeição e tomar uma cerveja (com ou sem álcool) por menos de R$ 100. No Sesc Pompeia, um dos espaços culturais mais reverenciados pelos paulistanos desde sua fundação, em 1982, essa utopia é possível.



A cantora Zélia Duncan em apresentação na comedoria do Sesc Pompeia


Clauber Larre – 17 mai. 2025/Folhapress

Se fosse só barato, o público já estaria no lucro. Mas, entre as casas de shows com capacidade de 501 a 5.000 pessoas, o Sesc Pompeia venceu não apenas a categoria de custo-benefício, mas também as de programação, bar/comida e som —empatada com o Tokio Marine Hall, casa mais ao sul da cidade, em Santo Amaro.

Considerado uma espécie de marco zero para o punk em São Paulo —principalmente por ter recebido, no ano de sua abertura, as bandas Inocentes, Cólera, Ratos de Porão e outras no lendário festival O Começo do Fim do Mundo—, a casa nunca deixou de receber artistas representantes do underground de todo o Brasil. Em abril, foi palco tanto para o indie, com as cantoras Yma e Bixarte, quanto para nomes consolidados, como Leci Brandão e João Bosco.

Tudo isso com ingressos a, no máximo, R$ 70 (inteira). A curadoria afiada também se mostra em séries e festivais —eventos que podem proporcionar boas surpresas a quem gosta de conhecer coisas novas. O Prata da Casa, evento gratuito para alavancar novos artistas, e a segunda edição da série Contorno da Canção, focada em apresentações acústicas, são bons destaques da programação recente.

Às vezes, a popularidade do espaço acaba se voltando contra os fãs —os ingressos para o anual Sesc Jazz, por exemplo, são difíceis de comprar, pois esgotam em minutos.

A versatilidade do Sesc Pompeia também aparece em seu espaço físico. Ao chegar ao local com antecedência para ver o show, é possível dar um passeio pelas tradicionais exposições de arte contemporânea que se revezam no famoso prédio de Lina Bo Bardi, considerado pelo The New York Times como uma das obras arquitetônicas mais importantes construídas depois da Segunda Guerra Mundial.

Há shows no teatro e também na comedoria, carinhosamente chamada de choperia, onde frequentadores podem comer, beber e assistir aos shows em pé ou sentados. O cardápio permite apreciar um lanche durante o show, com opções vegetarianas e veganas. Um sanduíche, frio ou quente, custa de R$ 12 a R$ 22, dependendo de sua preferência de recheio. Já uma cerveja sai por R$ 12 (R$ 15, na versão sem álcool, mesmo valor da taça de vinho).

Na parte da noite, quando acontecem as apresentações, as mesas da comedoria são afastadas para dar prioridade à formação de uma pista na frente do palco. Mas ainda é possível se sentar, e o som atinge igualmente bem as partes mais distantes do palco, ampliando a acessibilidade do lugar.

No quesito de qualidade de som, o Sesc Pompeia empatou com o Tokio Marine Hall, antigo Tom Brasil —cuja grande reforma em 2022 foi além de uma simples aquisição de “naming rights”. Moderna e contando com um espaço mais amplo, a casa tem um sistema de som mais potente.

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Sesc Pompeia
R. Clélia, 93, Água Branca, região oeste, tel.: (11) 3871-7700, @sescpompeia. Programação em sescsp.org.br/unidades/pompeia

Tokio Marine Hall
R. Bragança Paulista, 1.281, Várzea de Baixo, região sul, tel.: (11) 5646-2153, @tokiomarinehall

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