‘União não poderia ficar refém de projeto que nos excluiu’, diz Miguel ao romper com João Campos

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‘União não poderia ficar refém de projeto que nos excluiu’, diz Miguel ao romper com João Campos


Após romper com João Campos, Miguel Coelho elogia Raquel Lyra, justifica mudança de lado e minimiza tensão com Eduardo da Fonte



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Em meio à reconfiguração política em Pernambuco, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho afirmou que o União Brasil decidiu mudar de lado após perder espaço no grupo do prefeito do Recife, João Campos (PSB), e reforçou que o partido não abrirá mão de disputar uma vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).

Durante entrevista à Rádio Folha, nesta sexta-feira (20), Miguel tratou o movimento como estratégico e necessário para viabilizar o projeto político da legenda. “O União não poderia ficar refém de um projeto que nos excluiu. Nosso projeto é ter a vaga ao Senado e buscamos o palanque que nos desse essa condição”, afirmou.

A declaração ocorre no mesmo dia em que João Campos oficializa sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, com uma chapa que deve reunir Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) na disputa ao Senado – movimento que, nos bastidores, consolidou a saída de Miguel do grupo.

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Miguel evitou ataques diretos ao ex-aliado, mas indicou que a decisão foi consequência da perda de espaço nas articulações majoritárias. “Todo mundo faz política buscando viabilidade. O prefeito fez as escolhas dele, e o União também fez as suas”, disse, ao destacar que mantém uma relação “respeitosa, transparente e correta” com João Campos.

A mudança teve efeito imediato, com a entrega de cargos na Prefeitura do Recife. Para Miguel, a saída era inevitável diante do novo alinhamento político. “Seria contraditório continuar ocupando espaço em um grupo antagônico. A gente tem que estar junto de quem quer estar junto com a gente”, afirmou.

Ao comentar a aproximação com Raquel Lyra, ele destacou convergência política e reforçou o objetivo central da legenda. “Não foi por espaço. Foi por projeto. A gente construiu uma aliança com sinergia, pensando no que é melhor para Pernambuco”, disse. “Não abrimos mão da vaga ao Senado. Esse é o projeto do partido”, completou. 

Estrutura, federação e disputa por espaço

Questionado sobre o peso de cargos e a crise envolvendo o presidente da federação União-PP em Pernambuco, Eduardo da Fonte, Miguel relativizou a importância da estrutura administrativa no processo político. “Não dá para reduzir o debate político à estrutura administrativa. Política é mais do que cargo”, afirmou.

Nos bastidores, a rusga envolve diretamente o grupo de Eduardo da Fonte, que comanda o PP em Pernambuco. Apesar de o partido, em tese, seguir na base da governadora Raquel Lyra, o núcleo político ligado ao dirigente perdeu espaço recente no governo após exonerações de cargos administrativos que eram indicados pelo grupo.

As mudanças ocorreram depois de movimentações dos Da Fonte em direção ao campo do prefeito João Campos, incluindo a abertura de diálogo político no momento em que ele estrutura sua chapa ao governo.

O gesto gerou desgaste interno e provocou reação no Palácio, mesmo sem uma ruptura formal da sigla com a gestão estadual. Parte desses espaços pode ser redirecionada ao União Brasil dentro da nova configuração política.

O cenário se desenrola às vésperas da formalização da federação entre União Brasil e Progressistas, prevista para ser homologada pelo TSE no próximo dia 26. Em Pernambuco, ambas as legendas já indicaram alinhamento com Raquel, o que aumenta a pressão por acomodação interna e unidade na composição da chapa, especialmente na disputa ao Senado.

Sobre o tema, Miguel evitou aprofundar o conflito e adotou tom conciliador. “Federação de dois partidos grandes gera debate. Política se faz com espaço. Mas ninguém vai impor vontade sobre ninguém”, afirmou.

Apesar das tensões, ele indicou que não há disputa pela liderança local e reconheceu o papel de Eduardo da Fonte na condução do grupo no estado.

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