Como aconteceu antes, os milicianos do Hamas, encapuzados e armados, colocaram reféns em um estrado. Em troca, Israel libertou 369 presos palestinos
Publicado em 15/02/2025 às 14:02
| Atualizado em 15/02/2025 às 14:13
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O movimento islamista palestino Hamas libertou, neste sábado (15), três reféns israelenses em troca de 369 presos palestinos, como parte do sexto intercâmbio com Israel sob o cessar-fogo vigente na Faixa de Gaza, que esteve prestes a ser rompido esta semana.
Seguindo o programa previsto, o Hamas entregou em Khan Yunis, no sul de Gaza, o israelense-argentino Yair Horn, de 46 anos; Sasha Trupanov, um russo-israelense de 29 anos; e o americano-israelense Sagui Dekel-Chen, de 36.
Como ocorreu em ocasiões anteriores, os milicianos do Hamas, encapuzados e armados, colocaram os reféns em um estrado.
Cercados por uma paisagem em ruínas, consequência da campanha militar israelense, eles foram obrigados a tomar a palavra rapidamente e falaram em hebraico com microfones nas mãos, antes de serem entregues à Cruz Vermelha. Minutos depois, o exército israelense confirmou ter recebido os três, após 498 dias de cativeiro.
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Em troca, Israel libertou 369 presos palestinos, pouco antes da chegada, esta noite, do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Vários ônibus com presos palestino saíram de duas prisões israelenses, e um grupo deles já chegou à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, onde foram recebidos com vivas por familiares e apoiadores, constatou um jornalista da AFP no local.
Entre os palestinos libertados, 24 foram expulsos para o Egito. Eles saudaram com um sorriso de dentro dos veículos que cruzaram a fronteira.
REFÉNS LIBERTADOS PRECISAM SER INTERNADOS
Quatro dos prisioneiros libertados por Israel foram hospitalizados, informou a Cruz Vermelha.
A televisão israelense divulgou imagens dos presos palestinos antes de serem libertados, nas quais os reclusos eram vistos com camisetas e com a logo do serviço prisional e a mensagem em árabe, “Não esquecemos, nem perdoamos”.
O Hamas condenou estes fatos, qualificados como um ato “racista” e afirmou que é “uma violação flagrante do direito internacional humanitário”.

Família de uma das reféns, Romi Gonen, a recebe em Tel Aviv, Israel – Maayan TOAF / GPO / AFP
A Cruz Vermelha pediu aos dois lados que façam mais para respeitar a “dignidade” dos libertados.
Horn, Trupanov e Dekel-Chen foram sequestrados no kibutz Nir Oz durante o ataque surpresa do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.
A ação deixou 1.211 mortos, segundo um balanço da AFP com base em dados israelenses.
Os comandos islamistas também sequestraram 251 pessoas, das quais 70 seguem em Gaza, embora segundo o exército israelense 35 estariam mortas.
A ofensiva israelense em represália em Gaza devastou o território e deixou pelo menos 48.222 mortos, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, que a ONU considera confiáveis.
Meses de difíceis negociações com a mediação de Catar, Egito e Estados Unidos resultaram em um acordo de trégua, que entrou em vigor em 19 de janeiro e pôs fim a 15 meses de combates devastadores em Gaza.
CESSAR-FOGO POR UM FIO

Israel aguarda para sábado a libertação de três reféns em Gaza – Eyad BABA / AFP
No entanto, o cessar-fogo esteve por um fio esta semana, em meio a acusações trocadas de violações do acordo.
O Hamas afirmou, neste sábado, que os Estados Unidos devem “obrigar” Israel a respeitar as condições do pacto para garantir a libertação dos reféns.
O exército israelense, por sua vez, afirmou que está “preparando planos de ataque” em paralelo ao “entusiasmo” que acompanha cada libertação de reféns.
Até agora, o cessar-fogo permitiu libertar 24 reféns, inclusive cinco tailandeses. Do lado palestino, 765 presos foram libertados nas cinco trocas anteriores.
Na primeira etapa do acordo, com duração inicial de 42 dias, deveriam voltar a Israel 33 dos sequestrados em troca da soltura de 1.900 presos palestinos.
A continuação do acordo, no entanto, é incerto porque as negociações sobre a implementação da segunda etapa ainda não começaram.
Os países mediadores esperam iniciá-las “na próxima semana em Doha”, disse uma fonte próxima das negociações. O Hamas informou que confia em implantá-las “no começo da semana”.
Esta segunda etapa deve permitir o retorno de todos os reféns e o fim definitivo da guerra. A terceira e última será dedicada à reconstrução da Faixa, para a qual a ONU estima que serão necessários mais de 53 bilhões de dólares (R$ 303,5 bilhões, na cotação atual).
O futuro deste território é motivo de controvérsia depois que o presidente americano, Donald Trump, lançou a ideia de assumir o controle da Faixa, deslocar sua população para o Egito e a Jordânia, e transformá-lo em um destino turístico como a Riviera francesa.
Cinco países árabes vão celebrar em 20 de fevereiro uma cúpula em Riade para responder a esta ideia, comemorada em Israel, mas criticada de forma generalizada pela comunidade internacional.

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