A navegadora e escritora Tamara Klink, 29, publicou uma retratação no Instagram neste sábado (9) após ser criticada por pedir que seus leitores parassem de comprar o seu livro, “Bom Dia, Inverno”, que narra os oito meses em que Tamara viveu isolada em um veleiro no Ártico, entre outubro de 2023 e maio de 2024.
“Errei em não ver outros pontos de vista. Precisamos da leitura. Precisamos de autores. Pequenos, grandes e independentes. Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras”, escreveu ela.
Dois dias antes, Klink havia publicado um vídeo nas redes sociais pedindo que o público evitasse comprar novos exemplares do livro, que desde que foi lançado, em maio, está entre os mais vendidos na Amazon, atrás de “A Metamorfose”, de Franz Kafka, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.
Sua preocupação era sobretudo ambiental, já que o aumento da demanda por exemplares físicos eleva o consumo de papel e energia, ampliando as emissões de gases poluentes. Em vez de novas compras, ela defendia que os exemplares já disponíveis circulassem mais, por meio de empréstimos e doações.
A declaração foi criticada por jornalistas e escritores, que apontaram uma certa hostilidade ao mercado editorial e lembraram a dificuldade de viver de escrita no Brasil. Na retratação, Tamara reconheceu que a repercussão a fez considerar outras perspectivas sobre a defesa da leitura e citou editoras, livrarias, sebos e bibliotecas como parte da cadeia que sustenta o setor.












