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Programa ‘Giro Metropolitano’, do SJCC, convidou a professora Soraya El-Deir, da UFRPE, para discutir desafios socioambientais das cidades
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Com a chegada do período mais intenso de chuvas na Região Metropolitana do Recife, o programa Giro Metropolitano, transmitido pela Rádio Jornal e demais plataformas do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, voltou seu foco para os desafios socioambientais enfrentados pelas cidades da região diante das mudanças climáticas.
Com o título “Planejamento das cidades e o impacto das chuvas na RMR”, o programa vai ao ar neste sábado (17), na Rádio Jornal, às 10h.
O episódio contou com a participação da professora Soraya Giovanetti El-Deir, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), orientadora nos Programas de Pós-graduação em Engenharia Ambiental. Também esteve presente o repórter e produtor da TV Jornal, Ian Avelino.
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Entre os temas debatidos, estiveram a atuação das gestões municipais frente aos eventos climáticos extremos, a legislação ambiental, o papel da educação no enfrentamento da crise climática, além de questões estruturais como saneamento, drenagem urbana e esgotamento sanitário.
O programa reforça a importância de pensar a RMR de forma integrada, sobretudo quando se trata de desafios comuns, como os ambientais, que não respeitam os limites entre os municípios.
Reduzir impactos da chuva exige planejamento, obras e pressão popular, diz especialista

Professora Soraya Giovanetti El-Deir na Rádio Jornal para o Giro Metropolitano – JC IMAGEM
Para a professora Soraya Giovanetti El-Deir, algumas iniciativas em curso no Recife têm se mostrado fundamentais para enfrentar os efeitos das chuvas mais intensas, especialmente nas áreas de morro. “Essa obra deveria ser replicada em todos os lugares”, afirmou. Ela também destacou a importância da limpeza regular dos canais urbanos, que funcionam como rios dentro da cidade.
No entanto, há um ponto estrutural que precisa de atenção imediata: a drenagem urbana. “Temos sistemas de drenagem praticamente seculares, que não acompanharam o crescimento e o adensamento populacional”, explicou.
Ela defende que os sistemas antigos sejam atualizados e, mais do que isso, que sejam completados com novas estruturas que permitam maior captação e escoamento da água. “Na parte de prevenção, precisamos investir no que chamamos de infraestrutura verde-azul. Isso está começando a ser feito, com o conceito de cidade-esponja, em que você aumenta as áreas verdes para ajudar na absorção da água”, afirmou.
Agravamento dos efeitos climáticos na RMR nos próximos anos
As perspectivas para a Região Metropolitana do Recife nos próximos cinco a dez anos em relação às mudanças climáticas são preocupantes. Eventos extremos como fortes chuvas e a elevação do nível do mar devem se intensificar.
Apesar do quadro desafiador, a professora lembra que há exemplos internacionais de como enfrentar esses fenômenos. “Veneza está construindo um megadique para conter o avanço do mar. Amsterdã tem uma sequência de canais para segurar a maré. Existem soluções técnicas que podemos adotar — a questão é o orçamento”, destacou.
“Precisamos prestar muita atenção ao roteiro que os políticos estão seguindo e observar quem está falando sobre mudanças climáticas, porque tudo isso vai piorar”, disse. “O que era a Praia de Boa Viagem há 20 anos não é o mesmo. Onde antes havia areia, hoje vemos pedras. Estive no Paiva recentemente e, em dois anos, uma área de areia já precisou de contenção. O mar vai subir, sim”, concluiu.
Falta de esgotamento compromete praias e saúde pública

Professora Soraya Giovanetti El-Deir conversa com Natália Ribeiro e Ian Avelino, na Rádio Jornal, para o Giro Metropolitano – JC IMAGEM
Apesar da beleza do litoral pernambucano, a ausência de tratamento adequado de esgoto ainda compromete seriamente a balneabilidade das praias e a saúde da população, a exemplo do que ocorre em Ipojuca, no Litoral Sul.
O monitoramento feito pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) já aponta diversos pontos considerados impróprios para banho.
A professora observa que obras de infraestrutura como redes de esgoto nem sempre ganham a visibilidade política de uma praça ou uma rua asfaltada, o que contribui para sua negligência. “Todo mundo tem o maior prazer em abrir uma praça. Mas esgotamento sanitário é aquele tipo de obra que “não dá voto’”, comentou.
Legislação ambiental é robusta, mas faltam gestão e prioridade nas cidades
O Brasil figura entre os países com as melhores legislações ambientais do mundo, mas isso ainda não se traduz, de forma eficaz, em políticas públicas urbanas. Para a professora, o problema não está na lei, mas na aplicação prática e na articulação entre diferentes áreas da gestão pública.
No campo da gestão urbana, a base legal também é considerada sólida. “Temos o Estatuto das Cidades, que determina a elaboração dos planos diretores. Esses planos setorizam as cidades, estabelecem prioridades, distinguem o que é urgente do que pode esperar. É um instrumento valioso”, destacou.
Soraya chama atenção para lacunas em outras áreas fundamentais da administração pública. “Quando olhamos para outros aspectos — como a educação, a capacidade administrativa, o conhecimento técnico, a infraestrutura e o orçamento — ainda estamos no gerúndio, caminhando”, criticou.
Segundo a professora, sem integrar essas frentes, as decisões urbanas tendem a ser fragmentadas e pouco eficazes diante dos desafios complexos que envolvem mudanças climáticas e desigualdade socioespacial.

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