Organização Mundial da Saúde (OMS) reacende o alerta para a importância da vacinação, que não voltou à cobertura de antes da pandemia de Covid
JC
Publicado em 26/08/2026 às 0:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Surtos em vários países fazem do sarampo uma ameaça real para a população mundial em 2026. Com casos notificados em alta nos Estados Unidos, e o ressurgimento que fez as autoridades lançarem campanha de imunização emergencial em São Paulo, o sarampo deve incidir sobre 11 milhões de pessoas no planeta este ano, a maioria na Ásia e na África, de acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS). A causa do retorno tão intenso da doença é a baixa cobertura vacinal, fenômeno que já vinha de antes, mas se agravou depois da pandemia de Covid, entre 2020 e 2022. Agora, é preciso resgatar o hábito da vacinação para prevenir e impedir que o surto atual piore, e que outros aconteçam nos próximos anos.
A enfermidade cuja prevenção é simples e segura com a barreira da vacina, pode gerar efeitos complicados nos indivíduos infectados, que podem ficar surdos, cegos e até morrer em decorrência do sarampo. E quanto mais vulneráveis e frágeis, maiores os riscos que os contaminados correm, sobretudo em locais de assistência médica inadequada. Nos países pobres, a falta de substâncias imunizantes provoca uma baixa na cobertura vacinal, que pode elevar o número de casos. Mas nos últimos anos, muitos pais e responsáveis deixaram de levar crianças e adolescentes para o cumprimento da agenda de vacinas, de maneira premeditada, numa escolha que pode ter consequências sérias para a saúde coletiva.
Devido ao alto grau de contágio, a cobertura contra o sarampo deve ser alta, acima de 95%, para a conquista da chamada imunidade de rebanho. Com duas doses, de preferência. Nos países pobres, a cobertura de duas doses para crianças de até 2 anos de idade pode estar abaixo de 70%. Trata-se de um nível muito baixo de proteção, que abre a porta para a doença. “A maioria das crianças pequenas em países de alta renda conseguiu recuperar as doses perdidas antes de atingir a idade escolar. Mas, em países de baixa renda, milhões de crianças que perderam as vacinações de rotina durante a pandemia ainda são classificadas como “crianças com zero doses”, que não receberam nenhuma das vacinas recomendadas em seus países”, explica a pesquisadora Kathryn Jacobsen, da Universidade de Richmond, nos Estados Unidos, em artigo publicado na Folha de S. Paulo.
Ela ainda ressalta que a notificação de casos nos países pobres dificilmente é realizada devidamente para as autoridades de saúde, podendo haver surtos muito maiores do que oficialmente registrado. Para piorar o quadro, “a redução do financiamento para a saúde global diminui o orçamento destinado ao subsídio das compras de vacinas” nesses países, aumentando o risco para os surtos.
Mais de 50 mil casos já foram notificados nas Américas em 2026, mais que o triplo de todo o ano passado. O Brasil pode não escapar da rota do sarampo, e por isso a campanha de vacinação gratuita está em curso em São Paulo, onde apareceram casos. Cada pessoa infectada pode transmitir a doença para outras dezoito, segundo os epidemiologistas. Ou seja, sem vacina, o sarampo avança, pressionando bastante os sistemas de atendimento à saúde.












