Declaração do presidente da República fortalece a instituição e a democracia, na direção de uma gestão com mais autonomia e menos política
Publicado em 21/12/2024 às 0:00
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O futuro presidente do Banco Central recebeu a garantia pública do presidente Lula, de que o governo federal não vai se meter no trabalho da instituição. Gabriel Galípolo poderá ter menos queixas do Planalto e do partido no poder, o PT, e seus aliados, para exercer a função de comandar a regulação de políticas fiscais, como a definição da taxa básica de juros, a Selic. Embora o presidente da República aparente se mostrar disposto a não misturar política e economia, se conseguir se manter à parte da gestão do BC, o governo estará fazendo diferente do que fez até agora, com repetidas declarações de seus integrantes contra a política de juros e as diretrizes do Banco Central.
Ao lado de ministros diretamente interessados no cumprimento da promessa – Simone Tebet, Fernando Haddad e Rui Costa – Lula afirmou textualmente que “jamais haverá da parte da presidência interferência no trabalho que você terá que fazer no Banco Central”. O mercado financeiro, os brasileiros e o mundo inteiro não esperam outra postura de um chefe de Estado comprometido com as instituições democráticas, em sintonia com a dimensão de uma economia do tamanho da nossa. Numa única frase, o presidente da República pretende dar um sinal que aponta para a autonomia do BC e a responsabilidade de Galípolo, ainda que o “trabalho que você terá que fazer” carregue um certo grau de ambiguidade, como se designado pelo Planalto. Se jamais haverá interferência, melhor acreditarmos que não.
Na perspectiva de Lula, o futuro presidente do BC terá mais autonomia do que qualquer antecessor já dispôs – o que não deixa de ser uma versão para o clássico bordão “nunca antes na história do país”. O importante é a disposição demonstrada de ficar do lado de fora da governança monetária, permitindo a Galípolo e sua equipe fazerem o que se espera, resguardando a soberania da moeda e contribuindo para o equilíbrio das finanças públicas e da economia. Com experiência reconhecida, trânsito na área econômica do governo e boa receptividade no Congresso, Galípolo pode aproveitar a oportunidade do cargo para cumprir a missão sem permitir que a ideologia e as práticas petistas atrapalhem. Afinal, o presidente deu o mote da autonomia, e cabe ao novo dirigente seguir nesse rumo.
Com as mudanças realizadas pelo Congresso no pacote fiscal enviado pelo governo, a responsabilidade da autoridade monetária cresce na manutenção do equilíbrio necessário, por exemplo, para conter a inflação. Com mandato de 2025 a 2028, Galípolo irá suceder Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro no mandato anterior a Lula. A expectativa é que os duelos retóricos do governo federal e do PT contra o Banco Central sejam finalmente interrompidos. Além disso, o governo não contará mais com a opção de rechaçar a política de juros, pelo simples fato de não ter indicado o presidente do BC. Se atuar com independência e sensatez, o futuro dirigente poderá consolidar a importância da autonomia para a segurança econômica e um país melhor para os brasileiros.
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