‘Se a prosa é uma casa, a poesia é um homem em chamas’, disse Anne Carson

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‘Se a prosa é uma casa, a poesia é um homem em chamas’, disse Anne Carson


Anne Carson ganhou nesta quinta (8) o Nobel de Literatura. A escritora canadense é conhecida por uma obra que combina poesia, prosa, tradução e estudos clássicos, frequentemente rompendo as fronteiras entre os gêneros.

Apesar de não gostar de dar entrevistas, ao longo de sua carreira ela refletiu sobre a escrita e seus efeitos. Lembre abaixo algumas de suas frases:



Tradução é simplesmente um poço sem fundo: não há uma maneira boa de fazê-la e você sempre acaba jogando fora todo o seu melhor trabalho. Mas o jogo é assim.



Adjetivos são subjetivos. Quando você escolhe um, trai o ângulo da sua relação com a coisa que descreve, uma espécie de parcialidade. Substantivos e verbos são mais competentes em se disfarçar de fatos objetivos.



Um poema, quando funciona, é uma ação da mente capturada em uma página, e o leitor, quando se envolve, precisa entrar nessa ação.



Você salta do prédio quando pensa poeticamente; não acumula dados e depois se move de um ponto a outro, precisa simplesmente saber o que sabe naquele momento. Há algo de libertador nisso.



Se a prosa é uma casa, a poesia é um homem em chamas correndo muito rápido por dentro dela.



Eu tento fazer a mente das pessoas se mexer, sabe, o que não é algo que elas estão naturalmente inclinadas a fazer. Temos uma espécie de inércia, de ficar sentado, ouvindo. Mas é realmente importante entrar na mente, de algum jeito, e fazê-la se mover para um lugar onde nunca esteve antes.



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