PF vai investigar incêndio na Universidade Federal de Pernambuco

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
PF vai investigar incêndio na Universidade Federal de Pernambuco


O segundo andar do prédio foi completamente perdido, e a estimativa de prejuízos materiais provocados pelo incêndio é de cerca de R$ 100 milhões

Por

Mirella Araújo


Publicado em 08/10/2026 às 13:00
| Atualizado em 08/10/2026 às 13:44


Clique aqui e escute a matéria

A Polícia Federal (PF) irá instaurar um inquérito policial para “apurar todas as circunstâncias e causas prováveis” do incêndio que atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que hoje abriga o Parque Tecnológico da instituição, na noite dessa quarta-feira (7).

O segundo andar do prédio foi completamente perdido, e a estimativa de prejuízos materiais provocados pelo incêndio é de cerca de R$ 100 milhões, entre equipamentos, amostras, estruturas e insumos para pesquisas. Pelo menos 80 dissertações e teses de doutorado estavam abrigadas no edifício.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (8), disse que, apesar de o prédio ser antigo, a manutenção estava em dia. “O núcleo funcionava nessa unidade por mais de 20 anos, se fazia a manutenção e a revisão regular da unidade e nós nunca tivemos nenhum tipo, nessa unidade especialmente, de reportar alguma situação como essa, de risco”, afirmou.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

No entanto, estudantes, influenciadores, artistas e parlamentares compartilharam, nas redes sociais, mensagens com ameaças à instituição e levantaram suspeitas sobre a possibilidade de o incêndio ter sido intencional. O episódio ocorreu um dia após manifestações em apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vamos explodir o departamento de vocês, no segundo turno é Flavio. Nosso ato vai vir mais forte e não vai ser só amor, igual a vocês esquerdistas de merda. Se arrependam e dobrem os joelhos, seus acéfalos. Fiquem espertos com a bomba”, diz um dos prints que circulam nas redes sociais.

Outras imagens de conversas de um grupo chamado “UFPE ANTI-LULA”, no qual o vereador do Recife e deputado federal eleito no último domingo (4), Thiago Medina (PL), seria administrador, mostram que um dos integrantes afirmou “ter bombas na mala do carro”.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou ser um absurdo que a culpa esteja sendo atribuída a ele e ao grupo de direita. Ele disse ainda que irá tomar medidas legais contra as acusações.

“Teve um incêndio na UFPE hoje, estão colocando a culpa em mim e na direita, como se eu tivesse organizado criminosamente para botar fogo no prédio da UFPE. Olha o nível que esses caras estão chegando para ganhar uma eleição. Meu Deus do céu. Tem até professor envolvido espalhando essa mentira”, disse.

“Entenda uma coisa, todo mundo que espalhou já foi identificado e vai ser processado. O que eles não contam é que foi provado que foi problema de fiação porque era um prédio antigo. Mas o que eles fazem? Vão falar isso? É claro que não”, disparou.

A coluna Enem e Educação questionou a UFPE se foi registrado algum boletim de ocorrência (B.O) específico sobre as denúncias de ameaças, mas até o momento aguarda o retorno da instituição.

Fatos oficialmente apresentados serão analisados

Ainda não há comprovação sobre o que pode ter ocasionado o incêndio. Peritos da Polícia Federal estão no local para investigar as possíveis causas. Segundo a PF, todos os fatos que forem oficialmente apresentados no âmbito das investigações serão analisados. No entanto, para não prejudicar o andamento do trabalho, a corporação informou que não poderá divulgar nomes nem fazer outros pronunciamentos neste momento.

O JC acompanha os trabalhos de rescaldo nesta quinta-feira e ouviu de representantes da Polícia Federal no local que peritos de Brasília devem participar das análises do prédio da UFPE. Ainda não há previsão para a realização da perícia física nem para a conclusão do laudo. A avaliação presencial pode ocorrer apenas na segunda-feira, mas o cronograma pode mudar conforme as imagens coletadas pelo robô da PF, que entrou no prédio nesta quarta-feira (8) para registrar a área interna.

A presença da PF não ocorre a partir de uma denúncia específica, mas pela necessidade de investigar o incêndio, que atingiu um patrimônio da União e foi considerado de grandes proporções.

Investigação “imediata e rigorosa”

O senador reeleito Humberto Costa (PT) oficiou as autoridades federais para que investiguem, de maneira “imediata e rigorosa”, o incêndio que atingiu o antigo prédio da DINE.

Humberto acionou a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que entrem no caso. Paralelamente, conversou por telefone, nesta manhã, com o reitor Alfredo Gomes.

O senador classificou como “graves e lamentáveis” os fatos noticiados e solicitou aos órgãos do Governo Federal e ao MPF a apuração severa do ocorrido “a fim de esclarecer o triste episódio com todas as suas circunstâncias e prováveis causas”.

No entender de Humberto, para além dos danos patrimoniais, há irreparáveis prejuízos ao ensino, à ciência e à pesquisa, tendo em conta que “cada equipamento, cada amostra, cada registro científico representam investimento público, anos de trabalho e o compromisso de gerações de pesquisadores com a sociedade brasileira”.

“Todos estamos consternados com o que aconteceu e precisamos de respostas. Tudo tem que ser investigado, todas as linhas, inclusive a de ato criminoso como causa. Queremos a apuração total dos fatos e estamos prontos a ajudar a UFPE na sua recuperação”, defendeu o senador.

Incêndio deixa prejuízo milionário na UFPE; Reitor pede investigação da PF






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Ultimas notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *