Roberto Pereira: Duas décadas transformando o setor, este o legado da Academia Brasileira de Eventos e Turismo

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Roberto Pereira: Duas décadas transformando o setor, este o legado da Academia Brasileira de Eventos e Turismo


Ao longo dessas duas décadas, a entidade manteve-se fiel à sua destinação, trabalhando em prol de seus objetivos institucionais

Por

ROBERTO PEREIRA


Publicado em 03/04/2026 às 18:03
| Atualizado em 03/04/2026 às 18:03



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Vinte anos não são apenas uma marca no tempo – são a medida de uma trajetória que se consolida. É sob essa perspectiva que a Academia Brasileira de Eventos e Turismo (Abevt), sediada em São Paulo, fundada em 17 de fevereiro de 2006, celebrou, no último dia 26 de março, duas décadas de atuação no país.

“As academias precisam de antiguidade”, vaticinou Joaquim Nabuco na sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras (ABL). No caso da Abevt, mais do que o tempo, o que se impõe é a consistência de sua caminhada.

Ao longo dessas duas décadas, a entidade manteve-se fiel à sua destinação, trabalhando, coesa e harmonicamente, em prol de seus objetivos institucionais. Sem se render a academicismos estéreis, alinhou-se ao propósito maior de servir ao país, fomentando debates e contribuindo para o crescimento e a qualificação dos profissionais dos setores de eventos e turismo.

Essa tem sido sua finalidade essencial: atuar como espaço de reflexão, articulação e desenvolvimento. Vinte anos podem não representar, na perspectiva histórica, uma longa trajetória, mas constituem uma experiência sólida e profícua, capaz de posicionar a Abevt não apenas como uma academia, mas como agente ativo do desenvolvimento.

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Como bem ponderava Arthur Orlando, as academias não precisam necessariamente de antiguidade, nem de imortalidade, precisam de relevância. E isso a Abevt tem demonstrado com nitidez.

Pertenço à instituição como acadêmico fundador, desde 25 de abril de 2008, ocupando a cadeira 28, cujo patrono é Gilberto Freyre. Ao longo desses anos, tenho acompanhado e vivenciado suas iniciativas, sempre voltadas às práticas desenvolvimentistas ligadas ao binômio que lhe dá nome: eventos e turismo.

As celebrações do vigésimo aniversário refletiram esse espírito. No último dia 26, vivenciamos momentos de confraternização entre confreiras e confrades – como nos tratamos no ambiente acadêmico – em uma programação cuidadosamente organizada.

O XXIV Fórum Nacional trouxe palestras atuais e instigantes, voltadas aos desafios e às transformações da cadeia produtiva do setor. Entre debates e reflexões, houve também espaço para a convivência: um almoço reuniu acadêmicos e convidados, fortalecendo laços e celebrando conquistas.

Na ocasião, foi empossado o novo acadêmico João de Nagy, que proferiu discurso comovente e sensível, pontuado por uma observação bem-humorada: “um discurso sem humor vira ata”.

O clima de leveza também marcou as conversas informais. Ibrahim Tahtouh, um dos fundadores da Abevt, arrancou risos ao comentar, com irreverência, que seu fardão permanece o mesmo, desde 2006, embora, segundo ele, tenha “encolhido” discretamente na região abdominal.

Na sequência das solenidades, destacou-se a passagem de Presidência. Sérgio Junqueira Arantes, que esteve à frente da Academia entre 2020 e 2026, transmitiu o cargo a Romano Pansera, em um momento que simbolizou continuidade e renovação institucional.

Em sua fala, Junqueira ressaltou que a Academia nasceu com objetivos claros: fortalecer o conhecimento, valorizar as práticas profissionais, promover a integração e contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil. Ao passar o bastão, enfatizou que a função não é um troféu individual, mas uma responsabilidade compartilhada ao longo do tempo, construída por muitos.

Ao assumir a Presidência, Romano Pansera destacou o compromisso com o futuro: ampliar o diálogo com outras entidades, com a iniciativa privada e com o poder público, debater temas estruturantes, estimular a inovação e fortalecer a presença da Abevt nos cenários nacional e internacional.

Momentos como esse sempre despertam emoção. Recordo, inclusive, minha própria posse, realizada em um jantar memorável, quando tive a honra de falar em nome dos novos acadêmicos – ocasião em que encerrei, cantando “O que é, o que é”, de Gonzaguinha, em comunhão com os presentes.

Ainda no âmbito das comemorações, outro marco significativo foi o lançamento do livro Diálogos Iluminados, escrito a quatro mãos por mim e pelo confrade Adenauer Góes, médico, humanista e uma das expressões mais relevantes da cultura e do turismo do Norte do Brasil.

Prefaciado pela acadêmica Marisa Canton, primeira doutora em Eventos e segunda mestra em Turismo, a obra reúne oitenta crônicas publicadas neste jornal, acompanhadas por réplicas de Adenauer e tréplicas de minha autoria – um formato que convida o leitor a ampliar suas reflexões, em diálogo contínuo com os textos.

A noite de autógrafos foi marcada por grande participação e entusiasmo, evidenciando o interesse pela proposta e reforçando o papel da produção intelectual no âmbito da Academia.

Celebrar os vinte anos da Abevt é, portanto, reconhecer a trajetória de uma instituição que soube transformar conhecimento em ação. Mais do que uma entidade de eventos e turismo, trata-se de um espaço de construção permanente – um legado vivo, que segue se expandindo com bases sólidas e olhar voltado para o futuro.

Chamo Gonzaguinha para novamente encerrar com ele: viver e não ter a vergonha de ser feliz / cantar, cantar e cantar / a beleza de ser um eterno aprendiz.

Roberto Pereira – Cadeira 35 – Academia Pernambucana de Letras






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