Rejeição à classe política, situação financeira familiar e descrença nos três poderes da República modulam votos nas eleições

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Rejeição à classe política, situação financeira familiar e descrença nos três poderes da República modulam votos nas eleições


Percepção sobre a economia passa pela realidade financeira de cada pessoa e pode definir o voto de acordo com as propostas dos candidatos.


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O que faz um eleitor definir seu voto diante de uma eleição polarizada como a de 2026, em que pouca coisa se debateu sobre o futuro do país a partir de 2027 e sobre como o cidadão gostaria de se sentir depois do pleito?

Duas pesquisas abordando a questão das eleições tentam pôr um pouco de luz no meio de um debate em que pouco se falou de perspectiva de governo nos próximos anos. O Laboratório de Inteligência sobre Narrativas e Algoritmos, do Instituto Oyá, identificou uma descrença profunda na classe política (655) e a alta permeabilidade (78%) da opinião pública a conteúdos manipulativos, sendo induzida ao erro ao aceitar como verdadeiras narrativas falsas estruturadas sobre forte apelo emocional.

Decisão de voto

Outra pesquisa, desta vez feita pela plataforma meutudo perguntando se a situação financeira pessoal do entrevistado pesa na decisão de voto revelou que sim, 65%, afirma que esse é um fator de decisão no voto dos quais 38% afirmam que esse fator pesa muito na escolha.

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Perguntados se esse quadro difere dos motivos nas eleições de 2022, 41% afirmam que a situação das próprias finanças poderá levá-los a uma escolha diferente em 2026. Regionalmente, o percentual chega a 53% no Norte e a 47% no Nordeste e no Sudeste.

Voto e dinheiro no bolso sempre estiveram relacionados nas eleições brasileiras. O caso mais famoso é o da introdução do Real em 1995, que elegeu Fernando Henrique Cardoso, mas em 2026 essa questão tem nuances diferentes nas duas pesquisas.


Rosinei Coutinho/STF

Sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) – Rosinei Coutinho/STF

Crise dos poderes

A crise de confiança atinge o Judiciário, o Legislativo e o Executivo e impacta muito. A desconfiança da população, de 64%, atinge seu ápice nos partidos políticos: 54% no Congresso Nacional e 45% no Poder Executivo (nas três esferas de governo). No Supremo Tribunal Federal, a credibilidade é de 41%.

Isso faz com que o ceticismo também contamine a visão de futuro: 56% dos brasileiros afirmam ter pouca ou nenhuma esperança na capacidade de representantes políticos liderarem uma agenda de desenvolvimento sustentável.

Descrédito da política

Entretanto, na contramão do descrédito da política partidária, o setor de tecnologia desponta como o de maior credibilidade no país (67%), enquanto as organizações não governamentais (ONGs) somam 45% de confiança.

Esse é um cenário preocupante. A pesquisa do Instituto Oyá mapeou o ecossistema da desinformação sob a ótica comportamental e de percepção tecnológica e descobriu que enquanto 51% dos brasileiros consideram a disseminação de fake news um problema muito grave, 81% da população declaram ciência sobre a capacidade da IA de criar deepfakes, que são conteúdos multimídia falsos que simulam perfeitamente voz, imagem e vídeo de pessoas reais, mas sem expressar uma reação ao fato.


Divulgação

Aumento da taxa de inadimplência. – Divulgação

Definir pela economia

De volta à questão da economia como fator de decisão de voto, a pesquisa da plataforma meutudo revela que as propostas econômicas aparecem como o principal critério de escolha para 30% dos participantes, à frente de honestidade e caráter, citados por 26%. Na faixa de 16 a 29 anos, 37% apontam as questões econômicas como o fator que mais pesa na decisão, enquanto 22% citam honestidade e caráter. E 62% declararam que sempre consideram as propostas dos candidatos para a economia antes de decidir o voto.

E que questões econômicas seriam essas: Os números não divergem dos economistas liberais; controle da inflação (24%) e geração de empregos (22%) aparecem praticamente empatados. Mas eles dizem que as medidas econômicas consideradas prioritárias para os próximos anos devem priorizar o aumento real do salário defendido em 29%.

Poder de compra

Para o CEO da meutudo, Márcio Feitoza, quando renda, preços e emprego aparecem entre os fatores considerados na decisão de voto, vemos como a percepção sobre a economia passa também pela realidade financeira de cada pessoa. “Porque é no orçamento doméstico que questões como inflação e poder de compra se tornam concretas, seja no consumo, no pagamento das contas ou na necessidade de recorrer ao crédito.”

O Instituto Oya então perguntou como o cidadão agora exerce sua atuação política. E detectou que ela se afastou dos formatos tradicionais de militância e exposição pública: 45% descartam qualquer intenção de candidatar-se a cargos eletivos; 39% recusam envolvimento em atividades de partidos e 33% declaram indisposição para participar de protestos de rua.

Sem representação

Para Kamila Camilo, diretora executiva do Instituto Oyá, o estudo evidencia que a população não desistiu da democracia, mas busca novos canais de representatividade. “O brasileiro não está apático, mas sobrecarregado por modelos de representação que não resolvem as urgências da sua rotina. Diante do descrédito nas instituições e da manipulação algorítmica nas redes, a sociedade migra para formas pragmáticas de ação comunitária e engajamento.”, conclui.


Divulgação

Ernane Galveas economistas e ex-presidente do Banco Central do Brasil – Divulgação

Ernane Galvêas

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) inaugurou, nesta quinta-feira (1º), o Instituto Ernane Galvêas (IEG), na sua sede no Rio de Janeiro, com o objetivo de centralizar dados, estudos, formação e ferramentas em um só lugar. Justa homenagem a Ernane Galvêas, falecido em junho de 2022, que faria 104 anos neste 1º de outubro.


Divulgação

Empresários André Ribeiro, Nertan Ribeiro e Pablo Ribeiro da Fornecedora. – Divulgação

Fornecedora XCMG

O Grupo Fornecedora, uma das maiores empresas de revenda e distribuição de máquinas e equipamentos industriais e de transporte industrial, anuncia parceria estratégica com a XCMG, multinacional chinesa e uma das maiores fabricantes de máquinas e equipamentos do mundo. Por meio da Fornecedora Máquinas Industriais (FMI), que passa a atuar com as empilhadeiras XCMG em todo o Nordeste, além do Tocantins, alcançando dez estados brasileiros, o Grupo passa a distribuir as empilhadeiras da marca, fortalecendo seu portfólio de soluções para movimentação de cargas e ampliando as oportunidades de novos negócios.


Divulgação

Oficina de gastronomía da Abrsel. – Divulgação

Oficina Gastrô

A Abrasel em Pernambuco iniciou extenso ciclo de qualificação profissional voltado ao setor de alimentação fora do lar com a realização do programa Oficina Gastrô, que prevê 20 atividades em 12 municípios pernambucanos, com alcance projetado de 1.330 participações de proprietários, gerentes e chefes de cozinha de bares, restaurantes, padarias e operações de delivery.

A programação será distribuída entre as cidades do Recife, Olinda, Paulista, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Porto de Galinhas, Gravatá, Carpina, Bezerros, Tamandaré e Caruaru.

NE Odonto

De 26 a 28 de novembro, o Recife sedia no Recife Expo Center o NE Odonto, congresso com feira de negócios com as principais marcas do setor, com a participação de 1.500 profissionais do setor, 40 empresas e marcas expositoras e 25 palestrantes. A iniciativa aposta na integração entre ciência, tecnologia e negócios para fortalecer o mercado odontológico no Nordeste.

Magalu no Guararapes

O Shopping Guararapes terá loja do Magalu no seu mix de lojas no último trimestre de 2026. A operação terá mais de 700 metros quadrados e reforça a estratégia de expansão e diversificação do empreendimento. A chegada da operação amplia as opções de compra e fortalece ainda mais o mix do shopping.

Meu carro

Um estudo da plataforma Loovi analisando o comportamento de homens e mulheres na hora da contratação de seguros de automóveis revela que eles têm razões diferentes. A base da Loovi acompanha esses dados: 83% dos usuários usam o carro para ir e voltar ao trabalho, e 18% usam o carro como fonte de renda, enquanto 68% compartilham o veículo com familiares.

Os dados ajudam a explicar por que o mesmo automóvel pode ser percebido como instrumento de renda, estrutura de cuidado ou as duas coisas ao mesmo tempo.

A diferença nas motivações também expõe um desafio mais amplo de acesso ao seguro. Na base analisada, 82% dos clientes nunca haviam contratado esse tipo de proteção, enquanto 74% afirmaram que preço, burocracia ou dificuldade para compreender as coberturas influenciaram decisões anteriores.






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