Advogado que defendeu paramilitares e narcotraficantes venceu eleição apertada e recebeu elogios de líderes da direita, incluindo Flávio Bolsonaro
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, foi eleito presidente da Colômbia no domingo (21) em uma das disputas mais apertadas da história recente do país, segundo a contagem preliminar da autoridade eleitoral.
Com 49,66% dos votos, ele superou o senador de esquerda Iván Cepeda, que obteve 48,70%, em uma diferença de pouco mais de 240 mil votos. O resultado ainda é acompanhado de contestação parcial da oposição e ocorre em meio a um ambiente político polarizado, com questionamentos sobre o processo de apuração.
De perfil outsider, sem trajetória prévia em cargos eletivos, De la Espriella assume o comando do país em 7 de agosto, após o governo do esquerdista Gustavo Petro.
Apoiado publicamente por Donald Trump, ele já é celebrado por uma onda de líderes de direita na região — entre eles o pré-candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL).
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Advogado de grandes casos e trajetória controversa
Antes de entrar na política, De la Espriella construiu carreira como advogado de clientes de grande visibilidade, incluindo figuras ligadas a escândalos de corrupção, paramilitarismo e narcotráfico, segundo registros de sua atuação profissional divulgados pela imprensa colombiana.
A trajetória jurídica, marcada por casos controversos, ajudou a consolidar sua visibilidade pública e sua imagem de defensor combativo, que mais tarde seria incorporada à sua campanha eleitoral.

O candidato Abelardo de la Espriella, durante a eleição presidencial em Barranquilla, na Colômbia – IVAN VALENCIA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
“El Tigre” e a construção de uma marca política
Conhecido pelo apelido de “El Tigre”, o novo presidente colombiano transformou sua campanha em uma espécie de extensão de sua marca pessoal.
Comícios marcados por forte apelo visual, linguagem agressiva contra adversários e discursos de confronto com a esquerda ajudaram a consolidar sua ascensão eleitoral.
Ele se apresenta como defensor de uma agenda de segurança dura, com promessas de “mão de ferro” contra o crime organizado e revisão de políticas de paz adotadas após o acordo com as Farc.
Programa de governo: Estado menor e foco em segurança
Entre as principais propostas estão a redução do tamanho do Estado em até 40%, estímulo ao setor de petróleo e gás, corte de impostos e endurecimento das políticas de segurança pública.
De la Espriella também defende o fim de estruturas do acordo de paz, como o tribunal de transição criado após o pacto com as Farc em 2016, além de ampliar o combate direto a grupos armados.
No campo econômico, promete aproximar o país de uma agenda liberal, com foco em desregulação e fortalecimento do setor privado.
Apoio de Trump e eco na direita internacional
A vitória do colombiano foi celebrada por lideranças da direita na América Latina e ganhou projeção internacional após manifestações de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o processo eleitoral.
O novo presidente também é citado como alinhado a figuras como Javier Milei (Argentina) e Nayib Bukele (El Salvador), com quem compartilha o discurso de endurecimento contra o crime e redução do Estado.
No Brasil, aliados do campo bolsonarista também reagiram positivamente ao resultado, incluindo o pré-candidato ao Senado Flávio Bolsonaro.
Congresso fragmentado e início de governo instável
Apesar da vitória apertada, De la Espriella inicia o mandato sem maioria consolidada no Congresso colombiano.
O cenário político fragmentado deve obrigá-lo a negociar com diferentes forças, incluindo o campo de esquerda, que mantém presença relevante no Legislativo.
Analistas locais também apontam desafios fiscais e alta dívida pública como obstáculos iniciais do novo governo.
Um presidente sem carreira política tradicional
Com 47 anos, dupla cidadania e atuação no setor privado, De la Espriella se apresenta como empresário e outsider político.
Ele afirma ter deixado uma vida confortável no exterior para disputar a Presidência e construiu parte de sua imagem pública associando política, negócios e presença midiática.
Sua eleição marca a continuidade de uma tendência regional de líderes com forte apelo de comunicação direta, discurso antissistema e plataformas de segurança como eixo central.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC














