Polarização desgasta Brasil e pode redefinir sucessão em 2026

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Polarização desgasta Brasil e pode redefinir sucessão em 2026


Pesquisa Quaest mostra que eleitor rejeita os extremos da polarização habitual e pode forçar nova configuração no jogo político programado para 2026.



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Os números desta semana foram todos favoráveis a Lula (PT), é verdade. Quem torce pelo petista conseguiu tomar um banho de luz e se energizou para os palanques dos próximos dias. O brasileiro médio disputa uma eleição por dia, com os amigos e a família, nesses tempos de polarização.

Mas você sabe a sensação de estar morto de fome, sonhando com uma feijoada bem temperada e ao destampar a panela descobre que tem sopa de batata sem sal para o almoço? Pois bem, a sensação é mais ou menos essa. A expectativa era de uma virada real nos números e, no fim do dia, a aprovação do governo lulista segue sendo menor que a reprovação.

Lula favorito, mas limitado

Ao cabo da mais recente pesquisa Quaest, Lula é favorito, mas não terá força para se impor da maneira que se imaginou que poderia acontecer um mês atrás. Foi quando Trump enviou uma carta ameaçando o Brasil e vinculando Bolsonaro a essa ameaça.

Desencadeou-se uma onda de rejeição contra o bolsonarismo que ajuda o petista, mas só será efetiva para 2026 se o adversário daqui a 14 meses for alguém com o sobrenome Bolsonaro. E se for alguém menos vinculado ao bolsonarismo e com o apoio massivo do centro? A onda pode ser contrária a Lula.

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Eleitor rejeita polarização

As mesmas pesquisas boas para Lula revelaram também que a maioria dos entrevistados não deseja nem ele e nem Bolsonaro (PL) disputando a próxima eleição. O dado, que se repete em diferentes recortes da sondagem, indica um cansaço crescente com a polarização que dominou os últimos anos.

Mais de 50% afirmaram que prefeririam uma alternativa fora dos dois polos. E, quando a pergunta foi sobre desejo de reeleição ou retorno de Bolsonaro, a rejeição ultrapassou a casa dos 60%. É um recado claro: se em 2026 o jogo for novamente reduzido a essa disputa binária, o eleitor entra contrariado para escolher o que for “menos pior”. Mas se houver uma alternativa sólida, viável, comprometida com desenvolvimento responsável e com um mínimo de juízo para encerrar as confusões que se tornaram comuns no bolsonarismo, todo o tabuleiro pode ser modificado.

Espaço para novos nomes

Uma fonte da coluna, liderança com bastante influência dentro de um partido do centro, colocou essa possibilidade como algo bastante provável. Segundo ele, se um figura como Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Ratinho Júnior (PSD) sair candidato, conseguir se desvincular do bolsonarismo sem brigar com os eleitores da direita, reunir os partidos como União Brasil e Progressistas (agora juntos numa federação), além de suas próprias siglas, a chance de isso gerar uma onda de renovação e “virada de página” no Brasil inteiro é considerável.

O cansaço dos eleitores começa a ser traduzido em necessidade de começar a acelerar para o próximo capítulo do Brasil. Um país liberto do maniqueísmo barato desses últimos anos que sustentou e sustenta petistas, lulistas e bolsonaristas.

Impactos em Pernambuco

Esta mesma fonte fez uma observação sobre João Campos (PSB) em Pernambuco. Diz que “o prefeito do Recife pode ter errado ao se antecipar e praticamente forçar uma aproximação exclusiva com Lula para a disputa do Governo do Estado em 2026”.

Para esta fonte, apesar de todas as pesquisas atuais, ainda é muito cedo para ter certeza se o presidente petista será um grande impulso ou um grande peso na eleição que só acontecerá daqui a 14 meses. Muita coisa ainda pode acontecer, inclusive quando os impactos econômicos do tarifaço começarem a chegar, com desemprego e fechamento de empresas em alguns estados.

O menos arriscado teria sido aguardar os acontecimentos e fazer a aproximação apenas no ano que vem. Agora, é ver no que vai dar.





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