Taxa estadual é de 84,6 óbitos para cada 100 mil pessoas com faixa etária entre 15 e 29 anos. Foram registradas 1.814 vítimas somente em 2024
Raphael Guerra
Publicado em 26/05/2026 às 11:35
| Atualizado em 26/05/2026 às 18:03
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Pernambuco registrou, em 2024, a terceira maior taxa de mortes violentas de jovens do País. O índice foi de 84,6 óbitos para cada 100 mil pessoas com faixa etária entre 15 e 29 anos. O resultado é mais do que o dobro da média nacional, que foi de 42,2.
A estatística faz parte do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26). O estudo é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foi elaborado a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
No País, 301.825 jovens foram assassinados entre 2014 e 2024, sendo a média diária de cerca de 75 vítimas. A violência letal é predominantemente masculina e armada.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O estudo indicou que essa violência tem relação, ainda, com fatores como raça/cor, condição socioeconômica e território (periferias urbanas e regiões de maior vulnerabilidade). As maiores taxas estão nas regiões mais pobres do Norte e Nordeste.
Em 2024, a liderança ficou com o Amapá. A taxa foi de 114,7 mortes violentas de jovens para cada 100 mil habitantes. Em seguida, a Bahia com 101,8.
Quando observado o recorte de 2014 a 2024, o Altas apontou que o Amapá teve aumento de 45,2%, Pernambuco com 7,5% e Bahia com 6,4%. Já o Distrito Federal e Goiás tiveram as maiores reduções: 79,6% e 67,8%, respectivamente. A média nacional foi de queda de 39%.
O estudo destacou que a violência letal dos jovens, especialmente homens, se trata do desfecho mais brutal de “trajetórias frequentemente marcadas por exposição precoce à violência, ausência de proteção e reprodução de desigualdades estruturais”.
E reforçou que o combate à violência exige abordagem integrada, contínua e baseada em evidências, que articule políticas de prevenção social, proteção e intervenção, com foco em ampliação de acesso à saúde mental e investimento em escolas, por exemplo.
SDS DIZ QUE NÚMEROS ESTÃO CAINDO EM PERNAMBUCO
Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco afirmou que que tem intensificado ações integradas de prevenção e repressão qualificada à violência, com foco prioritário na redução das mortes de jovens.
Segundo a pasta estadual, no primeiro quadrimestre de 2026 foram registrados 449 vítimas de 12 a 29 anos.
“O número representa uma redução de 33,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 672 casos. Em 2022, foram registradas 665 mortes de jovens nessa mesma faixa etária”, disse.
A SDS firmou ainda que a redução da violência letal entre jovens “permanece como uma das prioridades da política de segurança pública do Estado, considerando o impacto social desse tipo de crime para proteção da juventude pernambucana”.
ESTADO DIZ QUE AMPLIOU POLÍTICAS PÚBLICAS
Questionada pela coluna Segurança, a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco afirmou que tem ampliado as políticas públicas de promoção de direitos, inclusão e fortalecimento do protagonismo juvenil.
Uma das iniciativas citadas foi o programa Casa das Juventudes. A pasta informou que, em maio, os primeiros 73 municípios foram contemplados com kits de equipagem para implantação e fortalecimento dos espaços, que contam com cursos de qualificação, oficinas e ações integradas.
“Com investimentos de aproximadamente R$ 6 milhões, a meta é alcançar os 184 municípios e o distrito estadual de Fernando de Noronha, ampliando o acesso da juventude à formação, cultura, esporte e oportunidades”, disse a assessoria.
A gestão citou também as “Blitz das Juventudes”, que promovem cidadania e acesso a direitos como emissão da ID Jovem e orientações sobre benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos, além de gratuidade ou desconto em passagens interestaduais.
“Pernambuco saiu de cerca de 16 mil ID Jovens emitidas para quase 160 mil documentos gerados nos últimos três anos”, afirmou a pasta.
Por fim, a Secretaria declarou que intensificou as Caravanas das Juventudes, que ultrapassaram 5 mil atendimentos neste ano, com serviços e secretarias estaduais em um só espaço para aproximar as políticas públicas da população jovem.












